{"id":20865,"date":"2026-09-22T10:13:22","date_gmt":"2026-09-22T13:13:22","guid":{"rendered":"https:\/\/calabriabr.com.br\/?p=20865"},"modified":"2026-09-22T10:13:22","modified_gmt":"2026-09-22T13:13:22","slug":"moradia-dos-filhos-pode-afastar-cobranca-de-indenizacao-pelo-uso-de-imovel-entre-ex-conjuges","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/calabriabr.com.br\/en\/moradia-dos-filhos-pode-afastar-cobranca-de-indenizacao-pelo-uso-de-imovel-entre-ex-conjuges\/","title":{"rendered":"Moradia dos filhos pode afastar cobran\u00e7a de indeniza\u00e7\u00e3o pelo uso de im\u00f3vel entre ex-c\u00f4njuges"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">O fim de um casamento exige a reorganiza\u00e7\u00e3o da rotina familiar e das rela\u00e7\u00f5es patrimoniais. Em muitos casos, por\u00e9m, o im\u00f3vel que antes abrigava toda a fam\u00edlia continua sendo a resid\u00eancia dos filhos, ao lado de apenas um dos genitores. Quando o bem pertence ao casal ou exclusivamente ao ex-c\u00f4njuge que deixou a casa, pode surgir uma discuss\u00e3o sobre a cobran\u00e7a de <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">indeniza\u00e7\u00e3o <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">pelo uso do im\u00f3vel ap\u00f3s a separa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foi nesse contexto que a 3\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a analisou o REsp 2.228.510\/SP. A controv\u00e9rsia envolvia a possibilidade de uma ex-esposa pagar uma indeniza\u00e7\u00e3o por continuar morando, com os dois filhos do casal, em um im\u00f3vel pertencente exclusivamente ao ex-marido.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O bem havia sido adquirido antes do casamento e, por isso, n\u00e3o integrava a partilha. Ap\u00f3s a separa\u00e7\u00e3o, o propriet\u00e1rio deixou o local, enquanto a ex-esposa permaneceu na resid\u00eancia com os filhos. Diante dessa situa\u00e7\u00e3o, ele pediu uma indeniza\u00e7\u00e3o pelo uso do im\u00f3vel.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O pedido foi aceito pelas inst\u00e2ncias anteriores, que entenderam ser devido o pagamento pelo uso de um bem pertencente somente ao ex-marido. A decis\u00e3o, no entanto, foi modificada pelo STJ.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para a relatora, ministra Nancy Andrighi, a ocupa\u00e7\u00e3o n\u00e3o beneficiava apenas a ex-esposa, pois o im\u00f3vel tamb\u00e9m continuava servindo de moradia aos filhos comuns. Segundo o entendimento adotado, a disponibiliza\u00e7\u00e3o da resid\u00eancia integrava o dever dos pais de contribuir para o sustento dos filhos e poderia ser considerada uma forma de presta\u00e7\u00e3o alimentar in natura.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por esse motivo, a 3\u00aa Turma concluiu que n\u00e3o havia enriquecimento sem causa que justificasse a cobran\u00e7a de <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">indeniza\u00e7\u00e3o <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">e afastou a indeniza\u00e7\u00e3o. A decis\u00e3o foi un\u00e2nime.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A decis\u00e3o n\u00e3o significa que a presen\u00e7a de filhos afaste automaticamente a cobran\u00e7a de <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">indeniza\u00e7\u00e3o pelo uso do im\u00f3vel <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">em todas as separa\u00e7\u00f5es. O julgamento se refere \u00e0s circunst\u00e2ncias espec\u00edficas desse processo. Em situa\u00e7\u00f5es nas quais o im\u00f3vel seja utilizado exclusivamente por um dos ex-c\u00f4njuges, a conclus\u00e3o pode ser diferente.<\/span><\/p>\n<p><em><span style=\"font-weight: 400;\">22\/09\/2026<\/span><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O fim de um casamento exige a reorganiza\u00e7\u00e3o da rotina familiar e das rela\u00e7\u00f5es patrimoniais. Em muitos casos, por\u00e9m, o im\u00f3vel que antes abrigava toda a fam\u00edlia continua sendo a resid\u00eancia dos filhos, ao lado de apenas um dos genitores. 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