{"id":19843,"date":"2025-05-22T08:30:07","date_gmt":"2025-05-22T11:30:07","guid":{"rendered":"https:\/\/calabriabr.com.br\/?p=19843"},"modified":"2025-05-22T08:30:07","modified_gmt":"2025-05-22T11:30:07","slug":"montadora-nao-devera-pagar-indenizacao-por-incapacidade-de-soldador-atingido-por-bala-perdida-tribunal-superior-do-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/calabriabr.com.br\/en\/montadora-nao-devera-pagar-indenizacao-por-incapacidade-de-soldador-atingido-por-bala-perdida-tribunal-superior-do-trabalho\/","title":{"rendered":"Montadora n\u00e3o dever\u00e1 pagar indeniza\u00e7\u00e3o por incapacidade de soldador atingido por bala perdida (Tribunal Superior do Trabalho)."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Ele foi baleado na porta de casa, ao chegar do trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Resumo:<\/strong><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>Um empregado da Volvo foi baleado na porta de casa ap\u00f3s desembarcar de transporte fornecido pela empresa.<\/li>\n<li>Ao pedir indeniza\u00e7\u00e3o, ele alegou que o caso era de acidente de trajeto.<\/li>\n<li>Para a 5\u00aa Turma do TST, por\u00e9m, tratou-se de caso fortuito, o que afasta a responsabilidade do empregador.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nA Quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho absolveu a Volvo do Brasil Ve\u00edculos, de Curitiba (PR), da responsabilidade pela incapacidade de um empregado baleado ap\u00f3s deixar o transporte fornecido pela empresa. Segundo o colegiado, a les\u00e3o n\u00e3o ocorreu durante o transporte, mas quando ele j\u00e1 estava em frente \u00e0 sua casa, ou seja, n\u00e3o mais estava sob a cust\u00f3dia do empregador.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Bala perdida atingiu trabalhador de madrugada<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em outubro de 2008, o soldador foi atingido por um tiro depois de ter sido deixado a uma quadra e meia de sua casa, de madrugada, e ficou incapacitado para o trabalho. Segundo ele, o tiro devia ter sido disparado de uma moto ou de um carro que passavam pelo local na hora. A aposentadoria foi concedida quatro anos depois.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na a\u00e7\u00e3o trabalhista, ele sustentou que a empresa assumiu o risco ao exigir a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os at\u00e9 de madrugada e foi culpada pelo incidente por n\u00e3o zelar por sua seguran\u00e7a. Afirmou ainda que, depois disso, os trabalhadores passaram \u00a0a ser deixados na frente de suas casas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em setembro de 2023, o empregado faleceu, e a esposa o substituiu na a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Tribunal Regional do Trabalho da 9\u00aa Regi\u00e3o (PR) condenou a Volvo a pagar indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 50 mil. A decis\u00e3o se baseou em norma interna da empresa que determinava, para maior seguran\u00e7a, que os trabalhadores noturnos fossem deixados o mais pr\u00f3ximo poss\u00edvel de suas resid\u00eancias. No entanto, o empregado foi deixado a uma quadra e meia de sua casa. \u201cA Volvo deixou de observar seu pr\u00f3prio regramento\u201d, diz a decis\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A vi\u00fava, ent\u00e3o, recorreu ao TST.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Empregado j\u00e1 n\u00e3o estava mais sob responsabilidade da empresa<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao analisar o caso, o relator, ministro Douglas Alencar Rodrigues, observou que a norma interna n\u00e3o assegurava o transporte do empregado at\u00e9 sua resid\u00eancia, mas apenas \u201co mais pr\u00f3ximo poss\u00edvel\u201d dela, de modo que n\u00e3o se pode afirmar que ela foi descumprida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na avalia\u00e7\u00e3o do ministro, o acidente foi causado por fato exclusivo de terceiro. \u201cO empregado foi atingido por disparo de arma de fogo cuja proced\u00eancia n\u00e3o foi por ele identificada\u201d, assinalou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O relator observou ainda que o fato n\u00e3o ocorreu durante o transporte fornecido pela empresa nem no percurso entre o local do desembarque e a resid\u00eancia, mas quando o empregado j\u00e1 estava em frente a sua casa. Por fim, o ministro lembrou que o dever de garantir seguran\u00e7a \u00e0 popula\u00e7\u00e3o nos espa\u00e7os p\u00fablicos \u00e9 do Estado, cabendo ao empregador prover a seguran\u00e7a dos trabalhadores no ambiente de trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(Ricardo Reis\/CF)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Processo:\u00a0<a tabindex=\"0\" href=\"https:\/\/consultaprocessual.tst.jus.br\/consultaProcessual\/consultaTstNumUnica.do?consulta=Consultar&amp;conscsjt=&amp;numeroTst=716&amp;digitoTst=81&amp;anoTst=2013&amp;orgaoTst=5&amp;tribunalTst=09&amp;varaTst=0006\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-senna-off=\"true\">RR-716-81.2013.5.09.0006<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Conte\u00fado de Responsabilidade da<br \/>\n<strong>SECOM\u00a0&#8211; Secretaria de Comunica\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\n<strong>Email<\/strong>:\u00a0<a tabindex=\"0\" href=\"mailto:secom@tst.jus.br\">secom@tst.jus.br<\/a><br \/>\n<strong>Telefone<\/strong>: (61) 3043-4907<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Esta mat\u00e9ria \u00e9 \u00a0meramente informativa.<br \/>\nPermitida a reprodu\u00e7\u00e3o mediante cita\u00e7\u00e3o da fonte.<br \/>\nSecretaria de Comunica\u00e7\u00e3o Social<br \/>\nTribunal Superior do Trabalho<br \/>\nTel. (61) 3043-4907<br \/>\n<a tabindex=\"0\" href=\"mailto:secom@tst.jus.br\" data-senna-off=\"true\">secom@tst.jus.br<\/a><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p>&nbsp;<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ele foi baleado na porta de casa, ao chegar do trabalho. Resumo: Um empregado da Volvo foi baleado na porta de casa ap\u00f3s desembarcar de transporte fornecido pela empresa. Ao pedir indeniza\u00e7\u00e3o, ele alegou que o caso era de acidente de trajeto. 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