{"id":19836,"date":"2025-05-21T09:11:55","date_gmt":"2025-05-21T12:11:55","guid":{"rendered":"https:\/\/calabriabr.com.br\/?p=19836"},"modified":"2025-05-21T09:11:55","modified_gmt":"2025-05-21T12:11:55","slug":"hipoteca-posterior-prevalece-sobre-promessa-de-compra-e-venda-de-imovel-comercial-sem-registro-superior-tribunal-de-justica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/calabriabr.com.br\/en\/hipoteca-posterior-prevalece-sobre-promessa-de-compra-e-venda-de-imovel-comercial-sem-registro-superior-tribunal-de-justica\/","title":{"rendered":"Hipoteca posterior prevalece sobre promessa de compra e venda de im\u00f3vel comercial sem registro (Superior Tribunal de Justi\u00e7a)."},"content":{"rendered":"<div id=\"corpoDaNoticiaBox\" class=\"conteudo_texto\">\n<div id=\"ctl00_PlaceHolderMain_ctl07__ControlWrapper_RichHtmlField\" class=\"ms-rtestate-field\" aria-labelledby=\"ctl00_PlaceHolderMain_ctl07_label\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\u200bDiante da aus\u00eancia de registro p\u00fablico da promessa de compra e venda de um im\u00f3vel comercial, a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) manteve a penhora determinada em cumprimento de\u00a0<span class=\"termo-glossario\" data-match=\"senten\u00e7a\" data-termo=\"Senten\u00e7a\" data-significado=\"Decis\u00e3o do ju\u00edzo de primeiro grau que encerra o processo nessa inst\u00e2ncia.\">senten\u00e7a<\/span>\u00a0movido por uma imobili\u00e1ria \u2013 terceira de boa-f\u00e9 que recebeu a propriedade como garantia real.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com o processo, a compradora do im\u00f3vel op\u00f4s embargos contra a imobili\u00e1ria alegando que, juntamente com o ex-c\u00f4njuge, adquiriu o im\u00f3vel comercial em 2007. A transa\u00e7\u00e3o foi formalizada por contrato particular de promessa de compra e venda. Contudo, em 2018, ao consultar o registro de im\u00f3veis, ela verificou que havia uma hipoteca na propriedade em favor da imobili\u00e1ria, feita em 2009, pois fora dada em garantia pela antiga propriet\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ju\u00edzo de primeiro grau acolheu os embargos, mas o Tribunal de Justi\u00e7a de Santa Catarina (TJSC) considerou que a hipoteca posterior deveria prevalecer sobre o contrato de promessa de compra e venda n\u00e3o registrado.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Hipoteca sobre im\u00f3vel comercial e residencial<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o relator do recurso na Quarta Turma, ministro Antonio Carlos Ferreira, n\u00e3o se aplica ao caso a\u00a0<span class=\"termo-glossario\" data-match=\"s\u00famula 308\" data-termo=\"S\u00famula 308\" data-significado=\"A hipoteca firmada entre a construtora e o agente financeiro, anterior ouposterior \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o da promessa de compra e venda, n\u00e3o tem efic\u00e1cia peranteos adquirentes do im\u00f3vel.\">S\u00famula 308<\/span>\u00a0do STJ, pois o enunciado se refere aos contratos submetidos ao Sistema Financeiro de Habita\u00e7\u00e3o, em que a hipoteca recai sobre im\u00f3vel residencial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ministro lembrou que ambas as turmas de direito privado do tribunal entendem que, mesmo nos im\u00f3veis comerciais, &#8220;a hipoteca outorgada pela construtora ao agente financiador em data posterior \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o da promessa de compra e venda n\u00e3o tem efic\u00e1cia em rela\u00e7\u00e3o ao promiss\u00e1rio comprador&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entretanto, ele ressaltou que, nos julgamentos em que foi adotado esse entendimento, n\u00e3o se examinou a falta de registro p\u00fablico da promessa de compra e venda realizada antes da hipoteca, como no presente caso.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Direito real do promitente comprador s\u00f3 se aperfei\u00e7oa perante terceiros com o registro<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na sua avalia\u00e7\u00e3o, a aus\u00eancia de registro \u00e9 o ponto central da controv\u00e9rsia, uma vez que, para o STJ, a propriedade do im\u00f3vel s\u00f3 se transfere com esse procedimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Antes desse registro, existe apenas um direito pessoal ou obrigacional entre as partes que celebraram o neg\u00f3cio jur\u00eddico de promessa de compra e venda. Somente com o registro \u00e9 que se cria um direito opon\u00edvel a terceiros (efeito\u00a0<em><span class=\"termo-glossario\" data-match=\"erga omnes\" data-termo=\"Erga omnes\" data-significado=\"Efeitos que atingem todos.\">erga omnes<\/span><\/em>) em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 transfer\u00eancia do dom\u00ednio do im\u00f3vel&#8221;, disse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com Antonio Carlos Ferreira, o direito real do promitente comprador apenas se aperfei\u00e7oa perante terceiros de boa-f\u00e9 com o regular registro do contrato p\u00fablico ou particular no tabelionato de im\u00f3veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o relator, a boa-f\u00e9 da imobili\u00e1ria \u00e9 fato incontroverso, pois ela n\u00e3o tinha como saber que o im\u00f3vel n\u00e3o pertencia mais \u00e0 devedora. A promessa de compra e venda, explicou, vincula as partes contratantes, mas a falta de registro torna o contrato ineficaz perante terceiros de boa-f\u00e9.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"pstj_elContProcessosRelacionados\" class=\"obj_texto_label_processos\"><span class=\"texto\">Esta not\u00edcia refere-se ao(s)\u00a0<span class=\"destaque\">processo(s):<\/span><\/span><span id=\"pstj_elContItensProcessosRelacionados\" class=\"obj_textos_rel_processos\"><a class=\"\" href=\"https:\/\/ww2.stj.jus.br\/processo\/pesquisa\/?aplicacao=processos.ea&amp;tipoPesquisa=tipoPesquisaGenerica&amp;termo=REsp%202141417\" target=\"janela_processos\">REsp 2141417<\/a><\/span><\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u200bDiante da aus\u00eancia de registro p\u00fablico da promessa de compra e venda de um im\u00f3vel comercial, a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) manteve a penhora determinada em cumprimento de\u00a0senten\u00e7a\u00a0movido por uma imobili\u00e1ria \u2013 terceira de boa-f\u00e9 que recebeu a propriedade como garantia real. 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