{"id":19802,"date":"2025-05-12T10:12:25","date_gmt":"2025-05-12T13:12:25","guid":{"rendered":"https:\/\/calabriabr.com.br\/?p=19802"},"modified":"2025-05-12T10:12:25","modified_gmt":"2025-05-12T13:12:25","slug":"rede-de-ensino-e-absolvida-em-acao-de-dano-moral-coletivo-por-dispensa-em-massa-sem-negociacao-sindical-tribunal-superior-do-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/calabriabr.com.br\/en\/rede-de-ensino-e-absolvida-em-acao-de-dano-moral-coletivo-por-dispensa-em-massa-sem-negociacao-sindical-tribunal-superior-do-trabalho\/","title":{"rendered":"Rede de ensino \u00e9 absolvida em a\u00e7\u00e3o de dano moral coletivo por dispensa em massa sem negocia\u00e7\u00e3o sindical (Tribunal Superior do Trabalho)."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A aus\u00eancia de negocia\u00e7\u00e3o coletiva, por si s\u00f3, n\u00e3o acarreta a condena\u00e7\u00e3o, destaca a decis\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Resumo:<\/strong><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>Uma rede de ensino dispensou, em dezembro de 2012, trinta professores.<\/li>\n<li>O MPT pediu a condena\u00e7\u00e3o da rede por danos morais coletivos pela demiss\u00e3o em massa sem pr\u00e9via negocia\u00e7\u00e3o sindical.<\/li>\n<li>A SDI-1 do TST acolheu o recurso da rede ao concluir que a aus\u00eancia de negocia\u00e7\u00e3o, por si s\u00f3, n\u00e3o leva \u00e0 condena\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma rede de ensino de Campo Grande-MS n\u00e3o ter\u00e1 de pagar indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais coletivos, porque dispensou trinta professores sem antes negociar com o sindicato. A decis\u00e3o \u00e9 da Subse\u00e7\u00e3o I Especializada em Diss\u00eddios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho, ao concluir que a aus\u00eancia de negocia\u00e7\u00e3o coletiva n\u00e3o acarreta a condena\u00e7\u00e3o por dano moral coletivo.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Para o MPT, que ajuizou a a\u00e7\u00e3o, houve arbitrariedade da empregadora<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">A a\u00e7\u00e3o foi ajuizada pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (MPT) contra a Campanha Nacional de Escolas da Comunidade &#8211; CNEC, por ter dispensado, \u00a0em dezembro de 2012, trinta professores sem antes realizar negocia\u00e7\u00e3o coletiva com o sindicato da categoria. O requisito, segundo o MPT, \u00e9 o que torna v\u00e1lida a dispensa coletiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na a\u00e7\u00e3o, o MPT pediu a observa\u00e7\u00e3o da tese fixada pelo Supremo Tribunal Federal em Repercuss\u00e3o Geral no Tema 638, segundo a qual \u201ca interven\u00e7\u00e3o sindical pr\u00e9via \u00e9 exig\u00eancia procedimental imprescind\u00edvel para a dispensa em massa de trabalhadores\u201d.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">A CNEC disse que teve de encerrar as atividades por falta de matr\u00edculas<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em defesa, o grupo de escolas argumentou que a dispensa coletiva ocorreu em raz\u00e3o da impossibilidade em manter as atividades, mas sustentou que houve completa observ\u00e2ncia \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o trabalhista e que todas as demiss\u00f5es foram devidamente homologadas pelo sindicato dos professores, o qual n\u00e3o as impugnou ou levantou qualquer arbitrariedade.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">O TRT entendeu devido o pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o compensat\u00f3ria<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">No julgamento do caso pelo Tribunal Regional do Trabalho da 24\u00aa Regi\u00e3o (MS), o colegiado condenou a CNEC ao pagamento de R$50 mil por danos morais coletivos e danos morais individuais em valor equivalente a seis sal\u00e1rios para cada empregado dispensado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A rede levou o caso ao TST, mas a decis\u00e3o foi mantida pela 2\u00aa Turma do tribunal. A empresa apontou diverg\u00eancia entre decis\u00f5es e o processo foi julgado pela SDI-1.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Relator: s\u00e3o necess\u00e1rios outros requisitos para a condena\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao examinar o recurso (embargos) da CNEC, o relator, ministro Alexandre Ramos, adotou o entendimento de que a aus\u00eancia de negocia\u00e7\u00e3o coletiva, por si s\u00f3, n\u00e3o acarreta a condena\u00e7\u00e3o por dano moral. Segundo ele, \u00e9 necess\u00e1ria a presen\u00e7a da responsabilidade civil do empregador, tendo havido dano aos empregados e existido nexo de causalidade. \u201cN\u00e3o houve comprova\u00e7\u00e3o efetiva de preju\u00edzo patrimonial dos empregados\u201d, refor\u00e7ou Ramos.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Modula\u00e7\u00e3o dos efeitos em embargos de declara\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde 2009, a jurisprud\u00eancia do TST era pela obrigatoriedade de negocia\u00e7\u00e3o coletiva para a dispensa em massa. Em junho de 2023, o STF, ao julgar o Recurso Extraordin\u00e1rio (RE) 999435, confirmou a jurisprud\u00eancia do TST. Contudo, mais tarde, o Supremo modulou sua decis\u00e3o para explicitar que a exig\u00eancia de interven\u00e7\u00e3o sindical pr\u00e9via vincula apenas as demiss\u00f5es em massa ocorridas ap\u00f3s setembro de 2022.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nDessa forma, segundo Ramos, diante da modula\u00e7\u00e3o de efeitos da decis\u00e3o do STF no Tema 638, o caso analisado, ocorrido em 2012, n\u00e3o contempla a limita\u00e7\u00e3o temporal determinada pelo Supremo para a aplica\u00e7\u00e3o da necessidade de interven\u00e7\u00e3o sindical pr\u00e9via nas hip\u00f3teses de dispensa coletiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O voto do relator foi seguido por unanimidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(Ricardo Reis\/CF)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Processo:<a tabindex=\"0\" href=\"https:\/\/consultaprocessual.tst.jus.br\/consultaProcessual\/consultaTstNumUnica.do?consulta=Consultar&amp;conscsjt=&amp;numeroTst=201&amp;digitoTst=32&amp;anoTst=2013&amp;orgaoTst=5&amp;tribunalTst=24&amp;varaTst=0005&amp;submit=Consultar\" data-senna-off=\"true\">\u00a0TST-E-RR-201-32.2013.5.24.0005<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta mat\u00e9ria \u00e9 meramente informativa.<br \/>\nPermitida a reprodu\u00e7\u00e3o mediante cita\u00e7\u00e3o da fonte.<br \/>\nSecretaria de Comunica\u00e7\u00e3o Social<br \/>\nTribunal Superior do Trabalho<br \/>\nTel. (61) 3043-4907<br \/>\nsecom@tst.jus.br<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A aus\u00eancia de negocia\u00e7\u00e3o coletiva, por si s\u00f3, n\u00e3o acarreta a condena\u00e7\u00e3o, destaca a decis\u00e3o. Resumo: Uma rede de ensino dispensou, em dezembro de 2012, trinta professores. O MPT pediu a condena\u00e7\u00e3o da rede por danos morais coletivos pela demiss\u00e3o em massa sem pr\u00e9via negocia\u00e7\u00e3o sindical. 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