{"id":19793,"date":"2025-05-07T08:15:08","date_gmt":"2025-05-07T11:15:08","guid":{"rendered":"https:\/\/calabriabr.com.br\/?p=19793"},"modified":"2025-05-07T08:15:08","modified_gmt":"2025-05-07T11:15:08","slug":"mantida-dispensa-de-analista-que-acessou-remotamente-sistema-de-banco-para-burlar-ponto-tribunal-superior-do-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/calabriabr.com.br\/en\/mantida-dispensa-de-analista-que-acessou-remotamente-sistema-de-banco-para-burlar-ponto-tribunal-superior-do-trabalho\/","title":{"rendered":"Mantida dispensa de analista que acessou remotamente sistema de banco para burlar ponto (Tribunal Superior do Trabalho)."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Hor\u00e1rios de catraca e ponto eletr\u00f4nico divergiam, e ele foi dispensado por justa causa.<\/p>\n<div id=\"p_p_id_com_liferay_asset_publisher_web_portlet_AssetPublisherPortlet_INSTANCE_89Dk_\" class=\"portlet-boundary portlet-boundary_com_liferay_asset_publisher_web_portlet_AssetPublisherPortlet_  portlet-static portlet-static-end portlet-decorate portlet-asset-publisher publicadorsemimagem ocultar-labels\" style=\"text-align: justify;\">\n<section id=\"portlet_com_liferay_asset_publisher_web_portlet_AssetPublisherPortlet_INSTANCE_89Dk\" class=\"portlet\">\n<div class=\"portlet-content\">\n<div class=\"portlet-content-container\">\n<div class=\"portlet-body\">\n<div class=\"asset-full-content clearfix mb-5 default-asset-publisher show-asset-title\" data-fragments-editor-item-id=\"10084-34446250\" data-fragments-editor-item-type=\"fragments-editor-mapped-item\">\n<div class=\"asset-content mb-3\">\n<div class=\"journal-content-article\" data-analytics-asset-id=\"34446248\" data-analytics-asset-title=\"Mantida dispensa de analista que acessou remotamente sistema de banco para burlar ponto\" data-analytics-asset-type=\"web-content\">\n<div class=\"noticia-wrapper\">\n<div class=\"news-body\">\n<div class=\"materia\">\n<p><strong>Resumo:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Um analista de TI do Banco do Brasil foi demitido por justa causa ap\u00f3s investiga\u00e7\u00e3o confirmar fraude no registro de ponto eletr\u00f4nico, ao compar\u00e1-lo com marca\u00e7\u00f5es na catraca.<\/li>\n<li>O funcion\u00e1rio acessava o sistema remotamente, por meio de VPN, para burlar o controle de hor\u00e1rio.<\/li>\n<li>A 2\u00aa do TST manteve a dispensa por justa causa, \u00a0rejeitando a alega\u00e7\u00e3o do analista de que houve demora na aplica\u00e7\u00e3o da puni\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p>07\/05\/2025 &#8211; A Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho manteve sua decis\u00e3o de rejeitar o recurso de um analista de TI do Banco do Brasil S.A. dispensado por justa causa por burlar o sistema de ponto eletr\u00f4nico. Ao julgar embargos de declara\u00e7\u00e3o do trabalhador, o colegiado n\u00e3o verificou nenhuma omiss\u00e3o na decis\u00e3o que justificasse o reexame do caso.<\/p>\n<h4>Registro de ponto e da catraca eram incompat\u00edveis<\/h4>\n<p>O analista de TI trabalhou no Banco do Brasil de 2001 a 2013 e foi dispensado ap\u00f3s procedimento administrativo que constatou a fraude do controle de ponto eletr\u00f4nico. Na a\u00e7\u00e3o em que buscou a reintegra\u00e7\u00e3o, ele alegou, entre outros aspectos, irregularidade no procedimento administrativo e falta de imediatidade na puni\u00e7\u00e3o, aplicada um ano e oito meses depois dos fatos.<\/p>\n<p>O banco, em sua defesa, argumentou que foram constatados 42 registros de entrada ou sa\u00edda incompat\u00edveis com a entrada f\u00edsica nas catracas eletr\u00f4nicas em seu local de trabalho. Segundo o BB, a a\u00e7\u00e3o disciplinar apurou que o empregado tinha acesso, em seu smartphone, ao sistema do banco, por meio de VPN (acesso remoto). A ferramenta teria sido usada indevidamente para burlar o ponto eletr\u00f4nico e ficar no trabalho menos tempo do que deveria.<\/p>\n<h4>Dispensa foi considerada justificada<\/h4>\n<p>O ju\u00edzo da 9\u00aa Vara do Trabalho de Bras\u00edlia (DF) e o Tribunal Regional do Trabalho da 10\u00aa Regi\u00e3o (DF\/TO) indeferiram os pedidos do trabalhador e ratificaram a justa causa. Destacaram as diverg\u00eancias apontadas pelo banco e assinalaram que v\u00e1rios registros do ponto eletr\u00f4nico foram feitos sem que o empregado estivesse no local de trabalho.<\/p>\n<p>Segundo o ju\u00edzo de primeiro grau, o banc\u00e1rio justificou essas diverg\u00eancias dizendo que fazia atividades externas, mas, conforme testemunhas e documentos, ele n\u00e3o era autorizado a trabalhar fora do ambiente do banco nem tinha autoriza\u00e7\u00e3o para registrar o ponto eletr\u00f4nico remotamente.<\/p>\n<p>O TRT, por sua vez, considerou que o procedimento administrativo foi regular e que a conduta do banc\u00e1rio era grave o suficiente para comprometer a confian\u00e7a necess\u00e1ria \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o de trabalho. Quanto \u00e0 falta de imediatidade, concluiu que o tempo decorrido at\u00e9 a dispensa foi razo\u00e1vel: a fraude foi constatada entre novembro de 2011 e fevereiro de 2012, apura\u00e7\u00e3o foi feita de abril a julho de 2013 e a dispensa ocorreu em outubro do mesmo ano. A apura\u00e7\u00e3o envolveu o confronto com os registros das catracas, imagens do circuito fechado de televis\u00e3o e informa\u00e7\u00f5es dos terminais das entradas\/sa\u00eddas.<\/p>\n<p>Em 2023, a Segunda Turma do TST rejeitou o recurso de revista do analista. Segundo o colegiado, a penalidade estava fundamentada em provas robustas (documentos, depoimentos e imagens), sobre as quais o empregado teve oportunidade de se manifestar em todas as fases do processo, e n\u00e3o cabe ao TST reexaminar fatos e provas.<\/p>\n<p>Por \u00faltimo, o analista apresentou embargos de declara\u00e7\u00e3o, sustentando que a Turma n\u00e3o teria se manifestado sobre a aus\u00eancia de imediatidade e a caracteriza\u00e7\u00e3o de perd\u00e3o t\u00e1cito. Mas, na avalia\u00e7\u00e3o da relatora, n\u00e3o houve omiss\u00e3o, porque a decis\u00e3o explicitou \u201cde forma clara e coesa\u201d, os motivos que justificaram o n\u00e3o conhecimento do recurso de revista.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o foi un\u00e2nime.<\/p>\n<p>(Lourdes Tavares\/CF)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esta mat\u00e9ria \u00e9 meramente informativa.<br \/>\nPermitida a reprodu\u00e7\u00e3o mediante cita\u00e7\u00e3o da fonte.<br \/>\nSecretaria de Comunica\u00e7\u00e3o Social<br \/>\nTribunal Superior do Trabalho<br \/>\nTel. (61) 3043-4907<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<div id=\"p_p_id_com_liferay_journal_content_web_portlet_JournalContentPortlet_INSTANCE_V7nT_\" class=\"portlet-boundary portlet-boundary_com_liferay_journal_content_web_portlet_JournalContentPortlet_  portlet-static portlet-static-end portlet-borderless portlet-journal-content\">\n<section id=\"portlet_com_liferay_journal_content_web_portlet_JournalContentPortlet_INSTANCE_V7nT\" class=\"portlet\">\n<div class=\"portlet-content\">\n<div class=\"portlet-content-container\">\n<div class=\"portlet-body\">\n<div class=\"\" data-fragments-editor-item-id=\"10084-26839460\" data-fragments-editor-item-type=\"fragments-editor-mapped-item\">\n<div class=\"journal-content-article\" data-analytics-asset-id=\"26839458\" data-analytics-asset-title=\"Rodap\u00e9 - Responsabilidade - SECOM\" data-analytics-asset-type=\"web-content\">\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conte\u00fado de Responsabilidade da<br \/>\n<strong>SECOM\u00a0&#8211; Secretaria de Comunica\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\n<strong>Email<\/strong>:\u00a0<a tabindex=\"0\" href=\"mailto:secom@tst.jus.br\">secom@tst.jus.br<\/a><br \/>\n<strong>Telefone<\/strong>: (61) 3043-4907<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hor\u00e1rios de catraca e ponto eletr\u00f4nico divergiam, e ele foi dispensado por justa causa. 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