{"id":19773,"date":"2025-04-28T12:47:01","date_gmt":"2025-04-28T15:47:01","guid":{"rendered":"https:\/\/calabriabr.com.br\/?p=19773"},"modified":"2025-04-28T14:52:21","modified_gmt":"2025-04-28T17:52:21","slug":"corretora-de-imoveis-pejotizada-tem-vinculo-de-emprego-afastado-tribunal-superior-do-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/calabriabr.com.br\/en\/corretora-de-imoveis-pejotizada-tem-vinculo-de-emprego-afastado-tribunal-superior-do-trabalho\/","title":{"rendered":"Corretora de im\u00f3veis pejotizada tem v\u00ednculo de emprego afastado (Tribunal Superior do Trabalho)."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Para a 4\u00aa Turma, a contrata\u00e7\u00e3o por meio de pessoa jur\u00eddica \u00e9 l\u00edcita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Resumo:<\/strong><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>A Quarta Turma do TST afastou o v\u00ednculo de emprego de uma corretora de im\u00f3veis que prestava servi\u00e7os por meio de pessoa jur\u00eddica.<\/li>\n<li>As inst\u00e2ncias anteriores haviam considerado que essa forma de contrata\u00e7\u00e3o visaria fraudar a legisla\u00e7\u00e3o trabalhista.<\/li>\n<li>Ao reformar essa decis\u00e3o, o colegiado aplicou o entendimento do STF sobre a licitude da terceiriza\u00e7\u00e3o e da \u201cpejotiza\u00e7\u00e3o\u201d na contrata\u00e7\u00e3o de profissionais liberais.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho, sob relatoria do ministro Ives Gandra Filho, decidiu que a contrata\u00e7\u00e3o de uma corretora de im\u00f3veis como pessoa jur\u00eddica n\u00e3o configura v\u00ednculo de emprego. A decis\u00e3o acolheu o recurso da GAV Resorts Gest\u00e3o de Neg\u00f3cios e Participa\u00e7\u00e3o Ltda., que oferece servi\u00e7os de hospedagem pelo Brasil. O colegiado reconheceu a licitude da \u201cpejotiza\u00e7\u00e3o\u201d com base no entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre terceiriza\u00e7\u00e3o e divis\u00e3o de trabalho entre empresas.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">V\u00ednculo foi reconhecido nas inst\u00e2ncias anteriores<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">A corretora foi contratada para comercializar e intermediar a venda im\u00f3veis de propriedade ou sob responsabilidade da GAV Resorts em Rio Branco (AC). \u00a0O Tribunal Regional do Trabalho da 14\u00aa Regi\u00e3o (AC) manteve a senten\u00e7a que reconheceu o v\u00ednculo por entender que, apesar de haver contrato civil de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os por meio de pessoa jur\u00eddica, n\u00e3o ficou demonstrado que a rela\u00e7\u00e3o era aut\u00f4noma ou de parceria comercial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o TRT, a diferen\u00e7a entre um contrato de emprego e um de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o aut\u00f4nomo \u00e9 a subordina\u00e7\u00e3o jur\u00eddica. No caso, a conclus\u00e3o foi a de que a corretora n\u00e3o tinha autonomia em rela\u00e7\u00e3o a v\u00e1rios aspectos de sua atividade.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Para 4\u00aa Turma, pejotiza\u00e7\u00e3o foi regular<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">No recurso de revista ao TST, a GAV Resorts argumentou que a decis\u00e3o do TRT contrariava a tese de repercuss\u00e3o geral (Tema 725) fixada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que reconhece a legalidade da terceiriza\u00e7\u00e3o e da contrata\u00e7\u00e3o de prestadores de servi\u00e7o como pessoa jur\u00eddica, independentemente da atividade desenvolvida. Segundo a empresa, o contrato firmado com a prestadora tinha natureza comercial, sem os elementos caracterizadores do v\u00ednculo empregat\u00edcio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O relator, ministro Ives Gandra Filho, ressaltou que o STF j\u00e1 consolidou o entendimento de que a pejotiza\u00e7\u00e3o \u00e9 v\u00e1lida quando n\u00e3o h\u00e1 subordina\u00e7\u00e3o jur\u00eddica direta. Segundo ele, a contrata\u00e7\u00e3o de pessoa jur\u00eddica formada por profissionais liberais para prestar servi\u00e7os terceirizados na atividade-fim da empresa n\u00e3o caracteriza irregularidade, e os fatos registrados pelo TRT n\u00e3o eram suficientes para comprovar os requisitos do v\u00ednculo empregat\u00edcio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A decis\u00e3o foi un\u00e2nime.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(Bruno Vilar\/CF)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Processo: RR-0000175-03.2024.5.14.0401<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Esta mat\u00e9ria \u00e9 \u00a0meramente informativa.<br \/>\nPermitida a reprodu\u00e7\u00e3o mediante cita\u00e7\u00e3o da fonte.<br \/>\nSecretaria de Comunica\u00e7\u00e3o Social<br \/>\nTribunal Superior do Trabalho<br \/>\nTel. (61) 3043-4907<br \/>\n<a tabindex=\"0\" href=\"mailto:secom@tst.jus.br\" data-senna-off=\"true\">secom@tst.jus.br<\/a><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para a 4\u00aa Turma, a contrata\u00e7\u00e3o por meio de pessoa jur\u00eddica \u00e9 l\u00edcita. Resumo: A Quarta Turma do TST afastou o v\u00ednculo de emprego de uma corretora de im\u00f3veis que prestava servi\u00e7os por meio de pessoa jur\u00eddica. As inst\u00e2ncias anteriores haviam considerado que essa forma de contrata\u00e7\u00e3o visaria fraudar a legisla\u00e7\u00e3o trabalhista. 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