{"id":19498,"date":"2025-01-28T11:13:52","date_gmt":"2025-01-28T14:13:52","guid":{"rendered":"https:\/\/calabriabr.com.br\/?p=19498"},"modified":"2025-01-28T11:13:52","modified_gmt":"2025-01-28T14:13:52","slug":"negativa-de-rescisao-indireta-afasta-indenizacao-por-estabilidade-de-gestante-tribunal-superior-do-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/calabriabr.com.br\/en\/negativa-de-rescisao-indireta-afasta-indenizacao-por-estabilidade-de-gestante-tribunal-superior-do-trabalho\/","title":{"rendered":"Negativa de rescis\u00e3o indireta afasta indeniza\u00e7\u00e3o por estabilidade de gestante (Tribunal Superior do Trabalho)."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Na aus\u00eancia de falta grave do empregador, o pedido de demiss\u00e3o foi considerado v\u00e1lido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Resumo:<\/strong><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>Uma trabalhadora pediu a rescis\u00e3o indireta do contrato (\u201cjusta causa do empregador\u201d) durante a licen\u00e7a-maternidade, alegando ter sofrido ass\u00e9dio moral, e o pagamento dos sal\u00e1rios at\u00e9 o fim da licen\u00e7a.<\/li>\n<li>O pedido de rescis\u00e3o indireta foi negado, reconhecendo-se que ela havia pedido demiss\u00e3o, mas o TRT-3 considerou que ela tinha direito \u00e0 estabilidade.<\/li>\n<li>Para a 8\u00aa Turma do TST, como o pedido de demiss\u00e3o foi reconhecido na Justi\u00e7a e a empresa n\u00e3o cometeu nenhuma irregularidade, a \u00a0trabalhadora n\u00e3o tem direito \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o correspondente \u00e0 estabilidade provis\u00f3ria.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n28\/1\/2025 &#8211; A Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho negou a indeniza\u00e7\u00e3o por estabilidade da gestante a uma estoquista da Saitama Ve\u00edculos e Pe\u00e7as S.A. que n\u00e3o conseguiu o reconhecimento da rescis\u00e3o indireta de seu contrato de trabalho. Segundo o colegiado, a iniciativa da ruptura do contrato partiu da empregada, e a empresa n\u00e3o cometeu nenhuma falta grave que tornasse insustent\u00e1vel a rela\u00e7\u00e3o de emprego.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Ass\u00e9dio moral alegado n\u00e3o foi comprovado<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na a\u00e7\u00e3o trabalhista, ajuizada durante a licen\u00e7a-maternidade, a trabalhadora pediu o reconhecimento de rescis\u00e3o indireta do contrato (ou \u201cjusta causa do empregador\u201d) a partir do fim do afastamento e indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral, alegando que seu chefe a tratava de forma excessivamente rigorosa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo seu relato, ap\u00f3s notificar a empresa sobre a gravidez, ela teria tido suas atividades diminu\u00eddas e suas atribui\u00e7\u00f5es transferidas para outro empregado, de cargo inferior, e recebido uma advert\u00eancia sem motivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, o ju\u00edzo de primeiro grau entendeu que ela n\u00e3o conseguiu demonstrar suas alega\u00e7\u00f5es, ainda que por ind\u00edcios, e julgou improcedentes os pedidos. Sendo invi\u00e1vel o rompimento do contrato por culpa do empregador, entendeu que o ajuizamento da a\u00e7\u00e3o deveria ser considerado ren\u00fancia ao per\u00edodo de estabilidade provis\u00f3ria.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Para TRT, demiss\u00e3o s\u00f3 vale no fim da licen\u00e7a<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com entendimento contr\u00e1rio, o Tribunal Regional do Trabalho da 3\u00aa Regi\u00e3o (MG) afastou a ren\u00fancia \u00e0 garantia provis\u00f3ria de emprego e reconheceu o direito da trabalhadora de receber as parcelas devidas no per\u00edodo estabilit\u00e1rio. Assim, o pedido de rescis\u00e3o indireta foi reconhecido como pedido de demiss\u00e3o, com efeitos a partir do fim da licen\u00e7a-maternidade.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Empresa n\u00e3o cometeu falta grave<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">No recurso ao TST, a empresa argumentou que o afastamento \u201cse deu por livre e espont\u00e2nea vontade\u201d da empregada e, por isso, n\u00e3o teria de arcar com a indeniza\u00e7\u00e3o estabilit\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o relator do recurso de revista, ministro S\u00e9rgio Pinto Martins, tendo em vista que o pedido de rescis\u00e3o indireta foi julgado improcedente, a iniciativa da ruptura do contrato de trabalho partiu da empregada gestante. Por outro lado, o empregador n\u00e3o cometeu nenhuma falta grave capaz de tornar insustent\u00e1vel a rela\u00e7\u00e3o de emprego. Nessa situa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 devida a estabilidade provis\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o ministro, a delimita\u00e7\u00e3o dos fatos feita pelo TRT n\u00e3o permite ao TST concluir que o pedido de demiss\u00e3o foi inv\u00e1lido nem que houve dispensa arbitr\u00e1ria ou imotivada &#8211; hip\u00f3teses em que \u00e9 devida a indeniza\u00e7\u00e3o substitutiva da garantia do emprego.<br \/>\nPedido de demiss\u00e3o reconhecido em ju\u00edzo<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O relator destacou ainda que o TST tem entendimento consolidado de que \u00e9 v\u00e1lido o pedido de demiss\u00e3o da gestante, desde que n\u00e3o seja demonstrado nenhum v\u00edcio de consentimento capaz de invalid\u00e1-lo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(Lourdes Tavares\/CF)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Processo:\u00a0<a tabindex=\"0\" href=\"https:\/\/consultaprocessual.tst.jus.br\/consultaProcessual\/resumoForm.do?consulta=1&amp;numeroInt=325319&amp;anoInt=2020&amp;qtdAcesso=124606299\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-senna-off=\"true\">RR-10873-21.2016.5.03.0089<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Esta mat\u00e9ria \u00e9 \u00a0meramente informativa.<br \/>\nPermitida a reprodu\u00e7\u00e3o mediante cita\u00e7\u00e3o da fonte.<br \/>\nSecretaria de Comunica\u00e7\u00e3o Social<br \/>\nTribunal Superior do Trabalho<br \/>\nTel. (61) 3043-4907<br \/>\n<a tabindex=\"0\" href=\"mailto:secom@tst.jus.br\" data-senna-off=\"true\">secom@tst.jus.br<\/a><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na aus\u00eancia de falta grave do empregador, o pedido de demiss\u00e3o foi considerado v\u00e1lido. Resumo: Uma trabalhadora pediu a rescis\u00e3o indireta do contrato (\u201cjusta causa do empregador\u201d) durante a licen\u00e7a-maternidade, alegando ter sofrido ass\u00e9dio moral, e o pagamento dos sal\u00e1rios at\u00e9 o fim da licen\u00e7a. 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