{"id":19474,"date":"2025-01-22T08:34:26","date_gmt":"2025-01-22T11:34:26","guid":{"rendered":"https:\/\/calabriabr.com.br\/?p=19474"},"modified":"2025-01-22T08:34:26","modified_gmt":"2025-01-22T11:34:26","slug":"confirmada-despedida-por-justa-causa-de-motorista-de-onibus-que-chutou-e-xingou-passageiro-tribunal-regional-do-trabalho-da-4a-regiao-rs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/calabriabr.com.br\/en\/confirmada-despedida-por-justa-causa-de-motorista-de-onibus-que-chutou-e-xingou-passageiro-tribunal-regional-do-trabalho-da-4a-regiao-rs\/","title":{"rendered":"Confirmada despedida por justa causa de motorista de \u00f4nibus que chutou e xingou passageiro (Tribunal Regional do Trabalho da 4\u00aa Regi\u00e3o &#8211; RS)."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><b><strong>Resumo:<\/strong><\/b><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>Motorista de \u00f4nibus que xingou e chutou passageiro teve confirmada a despedida por justa causa.<\/li>\n<li>V\u00eddeo juntado ao processo pela empresa comprovou a agress\u00e3o.<\/li>\n<li>Dispensa teve base nas al\u00edneas &#8216;b&#8217; e &#8216;j&#8217;, do artigo 482 da CLT (mau procedimento e ato lesivo da honra praticado contra cliente da empresa).<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nA 4\u00aa Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRT-RS) confirmou a despedida por justa causa de um motorista de \u00f4nibus que chutou e xingou um passageiro. A decis\u00e3o manteve, por unanimidade, a senten\u00e7a da ju\u00edza Rafaela Duarte Costa, da 11\u00aa Vara do Trabalho de Porto Alegre, quanto \u00e0 dispensa motivada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na a\u00e7\u00e3o, o trabalhador pretendia reverter a despedida e ser reintegrado \u00e0 companhia para a qual trabalhou por 14 anos. Entre outros argumentos, alegou que a empresa agiu com excesso, n\u00e3o tendo observado a proporcionalidade na aplica\u00e7\u00e3o da penalidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em um v\u00eddeo juntado ao processo, a empresa comprovou a agress\u00e3o. O motivo foi o questionamento do homem sobre o porqu\u00ea de o motorista n\u00e3o ter parado no ponto de \u00f4nibus e o pedido para que ele se identificasse, para fins de registro de uma reclama\u00e7\u00e3o formal \u00e0 companhia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s ser ofendido e chutado na regi\u00e3o genital, a v\u00edtima registrou um boletim de ocorr\u00eancia. Posteriormente, ganhou uma a\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais contra a companhia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir das imagens, a ju\u00edza considerou que o motorista praticou ato totalmente incompat\u00edvel com a condi\u00e7\u00e3o de empregado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cN\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas de que tal circunst\u00e2ncia implicou a perda da fid\u00facia necess\u00e1ria \u00e0 continuidade do contrato de emprego. O fato \u00e9 suficiente para ensejar a rescis\u00e3o por justo motivo, n\u00e3o se cogitando a necessidade de apurar ter havido ou n\u00e3o uma grada\u00e7\u00e3o entre a conduta adotada pelo reclamante e eventual aplica\u00e7\u00e3o de puni\u00e7\u00e3o menos severa\u201d, manifestou a magistrada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na tentativa de reformar a senten\u00e7a, o trabalhador recorreu ao Tribunal. O Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (MPT-RS) emitiu parecer pela validade da despedida motivada e o consequente n\u00e3o provimento do recurso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Relator do ac\u00f3rd\u00e3o, o desembargador Andr\u00e9 Reverbel Fernandes, destacou que comprovada a falta grave, a san\u00e7\u00e3o aplicada pela empresa foi proporcional \u00e0 falta cometida, n\u00e3o sendo poss\u00edvel exigir uma penalidade mais branda. A despedida foi baseada nas al\u00edneas &#8216;b&#8217; e &#8216;j&#8217;, do artigo 482 da CLT (mau procedimento e ato lesivo da honra praticado contra cliente da empresa).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cResta comprovado que o autor, durante o desempenho de suas fun\u00e7\u00f5es, agrediu terceiro sem justificativa. Do conjunto probat\u00f3rio, constata-se que o cliente da reclamada n\u00e3o apresenta amea\u00e7a ao obreiro, tampouco se dirige ao demandante de forma agressiva, de modo que \u00e9 inveross\u00edmil a tese do demandante de que a resposta por ele apresentada estaria &#8220;dentro dos limites &#8220;, salientou o desembargador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O voto foi acompanhado pelos desembargadores Ana Luiza Heineck Kruse e Jo\u00e3o Paulo Lucena. Cabe recurso da decis\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">S\u00e2mia de Christo Garcia (Secom\/TRT-RS).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Tribunal Regional do Trabalho da 4\u00aa Regi\u00e3o &#8211; RS<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo: Motorista de \u00f4nibus que xingou e chutou passageiro teve confirmada a despedida por justa causa. 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