{"id":19164,"date":"2024-11-11T12:03:13","date_gmt":"2024-11-11T15:03:13","guid":{"rendered":"https:\/\/calabriabr.com.br\/?p=19164"},"modified":"2024-11-11T12:03:13","modified_gmt":"2024-11-11T15:03:13","slug":"secretaria-particular-de-empresaria-nao-tera-direito-a-horas-extras-tribunal-superior-do-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/calabriabr.com.br\/en\/secretaria-particular-de-empresaria-nao-tera-direito-a-horas-extras-tribunal-superior-do-trabalho\/","title":{"rendered":"Secret\u00e1ria particular de empres\u00e1ria n\u00e3o ter\u00e1 direito a horas extras (Tribunal Superior do Trabalho)."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Para a 1\u00aa Turma, o cargo era de gest\u00e3o, porque ela tinha procura\u00e7\u00e3o para movimentar conta banc\u00e1ria.<\/p>\n<div id=\"p_p_id_com_liferay_asset_publisher_web_portlet_AssetPublisherPortlet_INSTANCE_89Dk_\" class=\"portlet-boundary portlet-boundary_com_liferay_asset_publisher_web_portlet_AssetPublisherPortlet_  portlet-static portlet-static-end portlet-decorate portlet-asset-publisher publicadorsemimagem ocultar-labels\" style=\"text-align: justify;\">\n<section id=\"portlet_com_liferay_asset_publisher_web_portlet_AssetPublisherPortlet_INSTANCE_89Dk\" class=\"portlet\">\n<div class=\"portlet-content\">\n<div class=\"autofit-float autofit-row portlet-header\">\n<div class=\"autofit-col autofit-col-expand\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"portlet-content-container\">\n<div class=\"portlet-body\">\n<div class=\"asset-full-content clearfix mb-5 default-asset-publisher show-asset-title\" data-fragments-editor-item-id=\"10084-33590429\" data-fragments-editor-item-type=\"fragments-editor-mapped-item\">\n<div class=\"asset-content mb-3\">\n<div class=\"journal-content-article\" data-analytics-asset-id=\"33590427\" data-analytics-asset-title=\"Secret\u00e1ria particular de empres\u00e1ria n\u00e3o ter\u00e1 direito a horas extras\" data-analytics-asset-type=\"web-content\">\n<div class=\"noticia-wrapper\">\n<div class=\"news-body\">\n<div class=\"imagem-da-noticia\">\n<div class=\"social-media-share\"><strong>Resumo:<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"materia\">\n<ul>\n<li>A 1\u00aa Turma do TST negou \u00e0 secret\u00e1ria particular de uma empres\u00e1ria o pagamento de horas extras.<\/li>\n<li>Ela tinha acesso \u00e0s contas banc\u00e1rias da empregadora, era respons\u00e1vel por diversos pagamentos e gerenciamento da casa e foi demitida por justa causa ap\u00f3s ser acusada de desviar mais de R$ 3 milh\u00f5es.<\/li>\n<li>Ao manter a rejei\u00e7\u00e3o das horas extras, a 1\u00aa Turma do TST entendeu que sua fun\u00e7\u00e3o envolvia um alto grau de confian\u00e7a, o que caracterizava um cargo de gest\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p>A Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho indeferiu o pedido de horas extras da secret\u00e1ria particular de uma empres\u00e1ria de S\u00e3o Paulo (SP) e de suas filhas. Como ela tinha procura\u00e7\u00e3o para movimentar contas banc\u00e1rias das empregadoras, o colegiado concluiu que seu trabalho se enquadra como cargo de gest\u00e3o, que afasta a necessidade de controle de jornada e o pagamento de horas extras.<\/p>\n<h4>Secret\u00e1ria movimentava conta da empregadora<\/h4>\n<p>Na a\u00e7\u00e3o trabalhista, a secret\u00e1ria contou que foi admitida em 2011 para trabalhar cerca de tr\u00eas vezes por semana em teletrabalho e duas vezes por semana na casa da empregadora. Ela era respons\u00e1vel pelo pagamento das despesas, pelo gerenciamento dos empregados dom\u00e9sticos e pela administra\u00e7\u00e3o da casa.<\/p>\n<p>Em fevereiro de 2017, a secret\u00e1ria foi dispensada por justa causa. Segundo as empregadoras, ela tinha procura\u00e7\u00e3o para movimentar contas banc\u00e1rias e, com isso, teria utilizado em benef\u00edcio pr\u00f3prio mais de R$ 3,2 milh\u00f5es em gastos com cart\u00f5es de cr\u00e9dito e transfer\u00eancias banc\u00e1rias para sua pr\u00f3pria conta e da filha.<\/p>\n<p>Na reclama\u00e7\u00e3o trabalhista, a trabalhadora pediu a revers\u00e3o das horas extras e o pagamento de horas extras, entre outros pedidos, alegando que as transfer\u00eancias banc\u00e1rias teriam sido autorizadas pelas empregadoras.<\/p>\n<p>O ju\u00edzo de primeiro grau manteve a justa causa, diante da comprova\u00e7\u00e3o da movimenta\u00e7\u00e3o financeira por extratos banc\u00e1rios. A senten\u00e7a tamb\u00e9m considerou que a secret\u00e1ria tinha um padr\u00e3o de vida incompat\u00edvel com seu sal\u00e1rio, de R$ 5, 7 mil, como a estadia em resort de luxo e a compra de um apartamento.<\/p>\n<p>O pedido de horas extras tamb\u00e9m foi indeferido, com a conclus\u00e3o de que ela n\u00e3o tinha controle de hor\u00e1rio e ocupava cargo de confian\u00e7a, sendo aplic\u00e1veis, por analogia, o artigo 62 da CLT, que trata de gerentes e outros cargos de gest\u00e3o.<\/p>\n<h4>Para TRT, fun\u00e7\u00e3o n\u00e3o era de confian\u00e7a<\/h4>\n<p>No entanto, o Tribunal Regional do Trabalho da 2\u00aa Regi\u00e3o (SP), embora mantendo a justa causa, deferiu as horas extras. Para o TRT, a confian\u00e7a, ainda que inerente ao cargo de secret\u00e1ria particular, n\u00e3o poderia ser equiparada \u00e0 da CLT, por ser uma situa\u00e7\u00e3o muito diversa.<\/p>\n<p>No recurso ao TST, as empregadoras argumentaram que os atos il\u00edcitos devidamente comprovados n\u00e3o seriam poss\u00edveis sem uma confian\u00e7a superior ao que se costuma ter nas rela\u00e7\u00f5es trabalhistas e que a autonomia que a secret\u00e1ria tinha \u201craramente \u00e9 vista nos casos de gerentes\u201d.<\/p>\n<h4>Procura\u00e7\u00e3o e sal\u00e1rio diferenciam atividade<\/h4>\n<p>O relator, ministro Hugo Scheuermann, observou que, conforme os fatos descritos pelo TRT, principalmente a autoriza\u00e7\u00e3o de acesso e movimenta\u00e7\u00e3o das contas banc\u00e1rias e de uso de cart\u00f5es de cr\u00e9dito em nome de uma das empregadoras, a secret\u00e1ria particular tinha um grau diferenciado de confian\u00e7a em compara\u00e7\u00e3o \u00e0s demais rela\u00e7\u00f5es de trabalho e aos empregados dom\u00e9sticos.<\/p>\n<p>Para o relator, o acesso amplo \u00e0s contas banc\u00e1rias permitia \u00e0 secret\u00e1ria gerir e administrar a vida cotidiana das empregadoras, caracterizando o exerc\u00edcio da gest\u00e3o prevista na CLT. Al\u00e9m disso, o sal\u00e1rio pago a ela confirma sua diferencia\u00e7\u00e3o, por ser muito superior ao que se paga a empregados dom\u00e9sticos.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o foi un\u00e2nime.<\/p>\n<p>(Lourdes Tavares\/CF)<\/p>\n<p><em>O processo tramita em segredo de justi\u00e7a.<\/em><\/p>\n<p><em>Esta mat\u00e9ria \u00e9 \u00a0meramente informativa.<br \/>\nPermitida a reprodu\u00e7\u00e3o mediante cita\u00e7\u00e3o da fonte.<br \/>\nSecretaria de Comunica\u00e7\u00e3o Social<br \/>\nTribunal Superior do Trabalho<br \/>\nTel. (61) 3043-4907<br \/>\n<a tabindex=\"0\" href=\"http:\/\/secom@tst.jus.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-senna-off=\"true\">secom@tst.jus.br<\/a><\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div id=\"mais-detalhes\" class=\"panel panel-default asset-metadata-panel lfr-panel\">\n<div class=\"panel-heading toggler-header collapsed\" role=\"button\" data-toggle=\"collapse\" aria-expanded=\"false\" aria-controls=\"maisDetalhesCollapse\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<div id=\"p_p_id_com_liferay_journal_content_web_portlet_JournalContentPortlet_INSTANCE_V7nT_\" class=\"portlet-boundary portlet-boundary_com_liferay_journal_content_web_portlet_JournalContentPortlet_  portlet-static portlet-static-end portlet-borderless portlet-journal-content\">\n<section id=\"portlet_com_liferay_journal_content_web_portlet_JournalContentPortlet_INSTANCE_V7nT\" class=\"portlet\">\n<div class=\"portlet-content\">\n<div class=\"portlet-content-container\">\n<div class=\"portlet-body\">\n<div class=\"\" data-fragments-editor-item-id=\"10084-26839460\" data-fragments-editor-item-type=\"fragments-editor-mapped-item\">\n<div class=\"journal-content-article\" data-analytics-asset-id=\"26839458\" data-analytics-asset-title=\"Rodap\u00e9 - Responsabilidade - SECOM\" data-analytics-asset-type=\"web-content\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Conte\u00fado de Responsabilidade da<br \/>\n<strong>SECOM\u00a0&#8211; Secretaria de Comunica\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\n<strong>Email<\/strong>:\u00a0<a tabindex=\"0\" href=\"mailto:secom@tst.jus.br\">secom@tst.jus.br<\/a><br \/>\n<strong>Telefone<\/strong>: (61) 3043-4907<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para a 1\u00aa Turma, o cargo era de gest\u00e3o, porque ela tinha procura\u00e7\u00e3o para movimentar conta banc\u00e1ria. 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