{"id":18863,"date":"2024-08-19T08:23:29","date_gmt":"2024-08-19T11:23:29","guid":{"rendered":"https:\/\/calabriabr.com.br\/?p=18863"},"modified":"2024-08-19T08:23:29","modified_gmt":"2024-08-19T11:23:29","slug":"motorista-que-tambem-descarregava-cargas-nao-ganha-acumulo-de-funcao-decide-11a-turma-tribunal-regional-do-trabalho-da-4a-regiao-rs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/calabriabr.com.br\/en\/motorista-que-tambem-descarregava-cargas-nao-ganha-acumulo-de-funcao-decide-11a-turma-tribunal-regional-do-trabalho-da-4a-regiao-rs\/","title":{"rendered":"Motorista que tamb\u00e9m descarregava cargas n\u00e3o ganha ac\u00famulo de fun\u00e7\u00e3o, decide 11\u00aa Turma (Tribunal Regional do Trabalho da 4\u00aa Regi\u00e3o &#8211; RS)."},"content":{"rendered":"<div id=\"id4\" class=\"conteudo-noticia\">\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">A 11\u00aa Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRT-RS) negou o pedido de diferen\u00e7as salariais por ac\u00famulo de fun\u00e7\u00e3o feito por um motorista de caminh\u00e3o-cegonha que, eventualmente, descarregava e amarrava cargas. Por unanimidade, os magistrados confirmaram a senten\u00e7a da ju\u00edza Patr\u00edcia Bley Heim, da 3\u00aa Vara do Trabalho de Gravata\u00ed.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Desde o in\u00edcio do contrato, vigente entre agosto de 2007 e setembro de 2020, o caminhoneiro amarrava cargas, descarregava e descia ve\u00edculos da prancha do caminh\u00e3o.\u00a0Segundo ele, recebia R$ 24 pelo dia em que fazia a tarefa \u201cextra\u201d. Quando a empresa determinava o pagamento de \u201cchapas\u201d, eles recebiam de R$ 100 a R$ 150.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">O motorista requereu os R$ 24 por carregamento realizado, bem como a diferen\u00e7a entre o que recebia e o valor pago aos \u201cchapas&#8221;. Pediu, ainda, a incorpora\u00e7\u00e3o do montante ao sal\u00e1rio e a parcelas, como 13\u00ba sal\u00e1rio, f\u00e9rias, FGTS e verbas rescis\u00f3rias.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Em defesa, a transportadora afirmou\u00a0que, desde o in\u00edcio, ficou esclarecido que, eventualmente, o motorista faria o descarregamento em concession\u00e1rias que n\u00e3o possu\u00edssem pessoal especializado. Tamb\u00e9m foi determinado que, em algumas situa\u00e7\u00f5es, poderiam ser contratados &#8220;chapas&#8221;.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">A ju\u00edza Patr\u00edcia ressaltou que tanto o desvio como o ac\u00famulo de fun\u00e7\u00e3o pressup\u00f5em a efetiva presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os em uma ou mais atividades que n\u00e3o tenham sido contratadas expressa ou tacitamente. No caso, ela entendeu que houve o correto pagamento pelo servi\u00e7o prestado.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">\u201cAo realizar o descarregamento e amarra\u00e7\u00e3o da carga de ve\u00edculos, o reclamante n\u00e3o assumia responsabilidade de maior vulto, em compara\u00e7\u00e3o com as atribui\u00e7\u00f5es afetas ao cargo de motorista\u201d, disse a magistrada.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">O trabalhador recorreu ao TRT-RS, mas n\u00e3o obteve o reconhecimento do ac\u00famulo de fun\u00e7\u00e3o. O relator do ac\u00f3rd\u00e3o, desembargador Manuel Cid Jardon, ratificou que\u00a0n\u00e3o houve o acr\u00e9scimo de tarefas ao longo do contrato.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Para o relator, a\u00a0condu\u00e7\u00e3o do caminh\u00e3o pelo motorista, com toda a carga de ve\u00edculos, \u00e9 responsabilidade superior e abrangente de todas as tarefas por ele alegadas como fundamento do pedido.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">\u201cAplicando-se o artigo 456, par\u00e1grafo \u00fanico, da CLT, segundo o qual n\u00e3o havendo prova ou cl\u00e1usula expressa no contrato, entende-se que o empregado fica obrigado a todo e qualquer servi\u00e7o compat\u00edvel com a sua condi\u00e7\u00e3o pessoal\u201d, concluiu o magistrado.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m participaram do julgamento os desembargadores Maria Silvana Rotta Tedesco e\u00a0Rosiul de Freitas Azambuja. O motorista apresentou recurso ao Tribunal Superior do Trabalho (TST).<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div><\/div>\n<div class=\"fonte-noticia\" style=\"text-align: justify;\">S\u00e2mia de Christo Garcia (Secom\/TRT-4).<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte &#8211; Tribunal Regional do Trabalho da 4\u00aa Regi\u00e3o &#8211; RS<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 11\u00aa Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRT-RS) negou o pedido de diferen\u00e7as salariais por ac\u00famulo de fun\u00e7\u00e3o feito por um motorista de caminh\u00e3o-cegonha que, eventualmente, descarregava e amarrava cargas. Por unanimidade, os magistrados confirmaram a senten\u00e7a da ju\u00edza Patr\u00edcia Bley Heim, da 3\u00aa Vara do Trabalho de Gravata\u00ed. 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