{"id":18703,"date":"2024-07-16T08:11:17","date_gmt":"2024-07-16T11:11:17","guid":{"rendered":"https:\/\/calabriabr.com.br\/?p=18703"},"modified":"2024-07-16T08:11:17","modified_gmt":"2024-07-16T11:11:17","slug":"mulher-que-mora-com-a-filha-nao-tera-de-indenizar-ex-marido-pelo-uso-de-imovel-comum-superior-tribunal-de-justica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/calabriabr.com.br\/en\/mulher-que-mora-com-a-filha-nao-tera-de-indenizar-ex-marido-pelo-uso-de-imovel-comum-superior-tribunal-de-justica\/","title":{"rendered":"Mulher que mora com a filha n\u00e3o ter\u00e1 de indenizar ex-marido pelo uso de im\u00f3vel comum (Superior Tribunal de Justi\u00e7a)."},"content":{"rendered":"<div id=\"corpoDaNoticiaBox\" class=\"conteudo_texto\">\n<div id=\"ctl00_PlaceHolderMain_ctl06__ControlWrapper_RichHtmlField\" class=\"ms-rtestate-field\" aria-labelledby=\"ctl00_PlaceHolderMain_ctl06_label\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\u200bA Terceira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu que uma mulher n\u00e3o precisar\u00e1 pagar alugu\u00e9is ao ex-marido pelo uso do im\u00f3vel comum. O colegiado considerou que a indeniza\u00e7\u00e3o seria cab\u00edvel apenas em caso de uso exclusivo do bem, mas essa hip\u00f3tese foi afastada, pois o local tamb\u00e9m serve de moradia para a filha do antigo casal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Relatora do\u00a0<span class=\"termo-glossario\" data-match=\"recurso especial\" data-termo=\"Recurso Especial\" data-significado=\"O recurso especial (sigla REsp) \u00e9 dirigido ao STJ para contestar poss\u00edvel m\u00e1 aplica\u00e7\u00e3o da lei federal por um tribunal de segundo grau. Assim, o REsp serve para que o STJ uniformize a interpreta\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o federal em todo o pa\u00eds.\">recurso especial<\/span>, a ministra Nancy Andrighi destacou a possibilidade de convers\u00e3o de eventual indeniza\u00e7\u00e3o em parcela\u00a0<em>in natura<\/em>\u00a0da presta\u00e7\u00e3o de alimentos, sob a forma de habita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s a separa\u00e7\u00e3o, o homem ajuizou a\u00e7\u00e3o pedindo o arbitramento de alugu\u00e9is contra a ex-esposa, que continuou vivendo com a filha comum na resid\u00eancia que pertencia a ambos. Ao verificar que os ex-c\u00f4njuges ainda n\u00e3o haviam feito a partilha de bens, o ju\u00edzo de primeiro grau negou o pedido. Segundo ele, a partilha seria necess\u00e1ria para definir a poss\u00edvel indeniza\u00e7\u00e3o pelo uso do im\u00f3vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo (TJSP) reverteu a decis\u00e3o e determinou o pagamento, para impedir o enriquecimento il\u00edcito da ex-esposa. A corte estadual avaliou que ela estaria utilizando o im\u00f3vel de forma exclusiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao analisar o recurso no STJ, Nancy Andrighi observou que a jurisprud\u00eancia da corte admite a cobran\u00e7a de alugu\u00e9is entre ex-c\u00f4njuges quando um deles faz uso exclusivo do im\u00f3vel comum, inclusive antes da partilha de bens. No entanto, a relatora apontou que o im\u00f3vel em quest\u00e3o \u00e9 compartilhado entre a m\u00e3e e a filha comum, circunst\u00e2ncia que afasta a exist\u00eancia de posse exclusiva e o direito \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Indefini\u00e7\u00e3o em a\u00e7\u00e3o de partilha impede arbitramento de alugu\u00e9is<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Citando\u00a0<a href=\"https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Paginas\/Comunicacao\/Noticias\/05052021-Ex-marido-que-mora-com-a-filha-no-imovel-comum-nao-e-obrigado-a-pagar-alugueis-a-ex-mulher.aspx\">precedente da Quarta Turma que abordou situa\u00e7\u00e3o parecida<\/a>, Nancy Andrighi lembrou que a obriga\u00e7\u00e3o aliment\u00edcia, normalmente paga em dinheiro, pode ser fixada\u00a0<em>in natura<\/em>, ou seja, na forma de bens ou servi\u00e7os para o filho \u2013 por exemplo, a moradia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Conquanto n\u00e3o seja l\u00edcito, de regra, alterar unilateralmente o modo de presta\u00e7\u00e3o dos alimentos (de pec\u00fania para\u00a0<em>in natura<\/em>\u00a0e vice-versa), em virtude do princ\u00edpio da incompensabilidade dos alimentos, h\u00e1 precedentes desta corte que, excepcionalmente, admitem essa modifica\u00e7\u00e3o justamente para impedir que haja enriquecimento il\u00edcito do credor dos alimentos, de modo que a eventual indeniza\u00e7\u00e3o por frui\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel comum tamb\u00e9m repercutir\u00e1 nos alimentos a serem fixados \u00e0 crian\u00e7a ou ao adolescente&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com a relatora, o pagamento de alugu\u00e9is tamb\u00e9m seria invi\u00e1vel porque os ex-c\u00f4njuges ainda discutem, na a\u00e7\u00e3o de partilha, qual seria o percentual cab\u00edvel ao ex-marido no im\u00f3vel. &#8220;Por qualquer \u00e2ngulo que se examine a quest\u00e3o, pois, n\u00e3o h\u00e1 que se falar em enriquecimento sem causa da recorrente&#8221;, concluiu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/processo\/revista\/documento\/mediado\/?componente=ITA&amp;sequencial=2374085&amp;num_registro=202202697246&amp;data=20231030&amp;formato=PDF\">Leia o ac\u00f3rd\u00e3o no REsp 2.082.584<\/a>.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div><\/div>\n<div id=\"pstj_elContProcessosRelacionados\" class=\"obj_texto_label_processos\"><span class=\"texto\">Esta not\u00edcia refere-se ao(s)\u00a0<span class=\"destaque\">processo(s):<\/span><\/span><span id=\"pstj_elContItensProcessosRelacionados\" class=\"obj_textos_rel_processos\"><a class=\"\" href=\"https:\/\/ww2.stj.jus.br\/processo\/pesquisa\/?aplicacao=processos.ea&amp;tipoPesquisa=tipoPesquisaGenerica&amp;termo=REsp%202082584\" target=\"janela_processos\" rel=\"noopener\">REsp 2082584<\/a><\/span><\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u200bA Terceira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu que uma mulher n\u00e3o precisar\u00e1 pagar alugu\u00e9is ao ex-marido pelo uso do im\u00f3vel comum. 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