{"id":18586,"date":"2024-06-19T08:56:10","date_gmt":"2024-06-19T11:56:10","guid":{"rendered":"https:\/\/calabriabr.com.br\/?p=18586"},"modified":"2024-06-19T08:56:10","modified_gmt":"2024-06-19T11:56:10","slug":"sentenca-mantem-justa-causa-de-mulher-que-levou-r-30-mil-em-produtos-de-supermercado-sem-pagar-tribunal-regional-do-trabalho-da-2a-regiao-sao-paulo-sp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/calabriabr.com.br\/en\/sentenca-mantem-justa-causa-de-mulher-que-levou-r-30-mil-em-produtos-de-supermercado-sem-pagar-tribunal-regional-do-trabalho-da-2a-regiao-sao-paulo-sp\/","title":{"rendered":"Senten\u00e7a mant\u00e9m justa causa de mulher que levou R$ 30 mil em produtos de supermercado sem pagar (Tribunal Regional do Trabalho da 2\u00aa Regi\u00e3o &#8211; S\u00e3o Paulo, SP)."},"content":{"rendered":"<p class=\"text-justify\" style=\"text-align: justify;\">Decis\u00e3o proferida na 13\u00aa Vara do Trabalho de Guarulhos-SP confirmou a justa causa aplicada a empregada que pegou, sem pagar, diversos produtos do supermercado onde trabalhava, sob alega\u00e7\u00e3o de ter sido autorizada a comprar \u201cfiado\u201d pelo superior. Para o juiz Fl\u00e1vio Antonio Camargo de Laet, as provas &#8211; especialmente as imagens das c\u00e2meras do estabelecimento &#8211; comprovam a falta grav\u00edssima praticada pela mulher, configurando ato de improbidade e motivando esse tipo de rescis\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"text-justify\" style=\"text-align: justify;\">A trabalhadora atuava como fiscal de preven\u00e7\u00e3o de perdas em unidade do supermercado Sonda. Conta que teria obtido autoriza\u00e7\u00e3o dos gerentes da loja para efetuar algumas compras com o compromisso de pagar depois, j\u00e1 que havia esquecido o cart\u00e3o de cr\u00e9dito. No dia seguinte, por\u00e9m, fora amea\u00e7ada de pris\u00e3o e, como se considera pessoa \u201chumilde\u201d, alegou abuso do empregador ao dispens\u00e1-la.<\/p>\n<p class=\"text-justify\" style=\"text-align: justify;\">Ocorre que, na ocasi\u00e3o, ap\u00f3s o expediente e quando se encontrava sozinha na loja, a mulher recebeu o marido e ambos come\u00e7aram a encher o carrinho de compras com v\u00e1rios produtos, juntando tudo sem pesar nem passar pela caixa registradora. Momentos antes, ela aparece nas imagens tentando desligar c\u00e2meras de seguran\u00e7a do local. O empregador alegou preju\u00edzo de cerca de R$ 30 mil e afirmou que a empregada n\u00e3o foi autorizada a comprar sem pagar. Ao ju\u00edzo, a reclamante disse que era normal fazer compras naquelas quantidades, mesmo ganhando R$ 2,5 mil mensais.<\/p>\n<p class=\"text-justify\" style=\"text-align: justify;\">\u201cAs imagens captadas pelas c\u00e2meras de seguran\u00e7a (&#8230;) s\u00e3o estarrecedoras e fazem inveja a qualquer programa de televis\u00e3o que se prop\u00f5e a conceder ao participante um per\u00edodo de tempo no interior de um hipermercado com a permiss\u00e3o de que o \u201csortudo\u201d pudesse pegar tudo o que visse pela frente, e sem pagar nada por isso\u201d, declara o magistrado. E conclui: \u201cSem mais delongas, mantenho a correta, justa, necess\u00e1ria e pedag\u00f3gica demiss\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p class=\"text-justify\" style=\"text-align: justify;\">Processo pendente de an\u00e1lise de recurso.<\/p>\n<p class=\"text-justify\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"text-justify\" style=\"text-align: justify;\"><small><strong>Confira alguns termos usados no texto:<\/strong><\/small><\/p>\n<div class=\"table-responsive\" style=\"text-align: justify;\">\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"text-justify\"><small>comprar fiado<\/small><\/td>\n<td class=\"text-justify\"><small>modo informal de pagamento a prazo comum em pequenos com\u00e9rcios, em que o cliente adquire o que deseja e paga depois<\/small><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-justify\"><small>justa causa<\/small><\/td>\n<td class=\"text-justify\"><small>tamb\u00e9m conhecida como falta grave, \u00e9 a penalidade m\u00e1xima que resulta no rompimento do contrato de trabalho sem o recebimento de alguns direitos pelo empregado<\/small><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-justify\"><small>ato de improbidade<\/small><\/td>\n<td class=\"text-justify\"><small>conduta faltosa do(a) empregado(a) que gera dano ao patrim\u00f4nio do(a) empregador(a) ou de terceiro(a) e que visa alcan\u00e7ar vantagem para si ou outrem (artigo 482, al\u00ednea a, da Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho)<\/small><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Tribunal Regional do Trabalho da 2\u00aa Regi\u00e3o &#8211; S\u00e3o Paulo, SP<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Decis\u00e3o proferida na 13\u00aa Vara do Trabalho de Guarulhos-SP confirmou a justa causa aplicada a empregada que pegou, sem pagar, diversos produtos do supermercado onde trabalhava, sob alega\u00e7\u00e3o de ter sido autorizada a comprar \u201cfiado\u201d pelo superior. 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