{"id":15805,"date":"2024-02-28T09:16:08","date_gmt":"2024-02-28T12:16:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.calabriabr.com.br\/?p=15805"},"modified":"2024-02-28T09:16:08","modified_gmt":"2024-02-28T12:16:08","slug":"trt-de-mato-grosso-mantem-justa-causa-de-contador-por-assedio-sexual-tribunal-regional-do-trabalho-da-23a-regiao-mt","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/calabriabr.com.br\/en\/trt-de-mato-grosso-mantem-justa-causa-de-contador-por-assedio-sexual-tribunal-regional-do-trabalho-da-23a-regiao-mt\/","title":{"rendered":"TRT de Mato Grosso mant\u00e9m justa causa de contador por ass\u00e9dio sexual (Tribunal Regional do Trabalho da 23\u00aa Regi\u00e3o &#8211; MT)."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A Justi\u00e7a do Trabalho em Mato Grosso julgou acertada a dispensa por justa causa aplicada por uma transportadora a seu ex-contador acusado de ass\u00e9dio sexual por tr\u00eas colegas de trabalho. O comportamento inadequado foi comprovado com c\u00f3pias de e-mails e mensagens enviadas pela rede corporativa da empresa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contratado em fevereiro de 2020, o contador foi promovido ao cargo de coordenador fiscal do escrit\u00f3rio em Cuiab\u00e1 e, cerca de dois anos depois, teve o contrato encerrado com a aplica\u00e7\u00e3o da penalidade de justa causa. Ele recorreu \u00e0 Justi\u00e7a do Trabalho buscando a revers\u00e3o da modalidade de dispensa para sem justa causa. Argumentou que suas condutas n\u00e3o justificavam a demiss\u00e3o e que n\u00e3o teve acesso aos documentos que embasaram as den\u00fancias ou ao processo de investiga\u00e7\u00e3o interna.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A empresa defendeu a manuten\u00e7\u00e3o da justa causa com base em uma investiga\u00e7\u00e3o interna que comprovou ass\u00e9dio sexual contra empregadas que receberam mensagens com teor sexual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A decis\u00e3o dada na 9\u00aa Vara do Trabalho de Cuiab\u00e1 considerou v\u00e1lida a dispensa, diante das provas da incontin\u00eancia de conduta do ex-empregado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Recurso ao Tribunal<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como o \u00faltimo ato considerado pass\u00edvel da puni\u00e7\u00e3o foi registrado seis meses antes da rescis\u00e3o, o ex-empregado recorreu da senten\u00e7a alegando aus\u00eancia de imediaticidade. Argumentou que a empresa tinha conhecimento dos fatos e optou por n\u00e3o penaliz\u00e1-lo ou consider\u00e1-los insignificantes, caracterizando perd\u00e3o t\u00e1cito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, a 1\u00aa Turma do Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT\/MT), por unanimidade, manteve a decis\u00e3o da 9\u00aa Vara. Conforme ressaltou a relatora, desembargadora Eliney Veloso, apesar dos atos terem ocorrido em 2020 e o \u00faltimo em maio de 2021, a empresa somente tomou conhecimento das den\u00fancias de ass\u00e9dio sexual em novembro de 2021. T\u00e3o logo foi informada pelo comit\u00ea de \u00e9tica da organiza\u00e7\u00e3o, demitiu o contador, atendendo a imediaticidade necess\u00e1ria para a aplica\u00e7\u00e3o da justa causa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante a investiga\u00e7\u00e3o, outras duas trabalhadoras apresentaram mensagens com conota\u00e7\u00e3o sexual enviadas pelo contador. Uma delas em julho de 2020 e outra em dezembro do mesmo ano. Uma das empregadas afirmou n\u00e3o ter feito den\u00fancia na ouvidoria por se sentir constrangida e com medo de perder o emprego.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A relatora destacou a dificuldade de comprova\u00e7\u00e3o do ass\u00e9dio sexual, \u201cj\u00e1 que o assediador age de modo sorrateiro, de maneira dissimulada, normalmente em ambientes \u00edntimos, escondidos e distantes dos olhos de poss\u00edveis testemunhas.\u201d Mencionou ainda que, muitas vezes a v\u00edtima, apesar de se sentir incomodada com a situa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o denuncia o assediador por medo de perder o emprego ou mesmo por receio de n\u00e3o ser compreendida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas no caso em julgamento, as provas demonstram sem nenhuma d\u00favida a conduta inadequada do contador, que enviou mensagens pela pr\u00f3pria rede corporativa da empresa. Os desembargadores da 1\u00aa Turma conclu\u00edram, desse modo, que o empregado cometeu falta grave, quebrando a fid\u00facia necess\u00e1ria em uma rela\u00e7\u00e3o de emprego. A atitude justifica a justa causa com base no artigo 482 da CLT, que lista a incontin\u00eancia de conduta ou mau procedimento como motivo para a aplica\u00e7\u00e3o da penalidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0PJe 0000735-73.2022.5.23.0009<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(Aline Cubas)<\/p>\n<div class=\"field-label\" style=\"text-align: justify;\">Gestor da Informa\u00e7\u00e3o:<\/div>\n<div class=\"field-items\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"field-item even\"><a href=\"https:\/\/portal.trt23.jus.br\/portal\/groups\/coordenadoria-de-comunica%C3%A7%C3%A3o-social\">Coordenadoria de Comunica\u00e7\u00e3o Social<\/a><\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Tribunal Regional do Trabalho da 23\u00aa Regi\u00e3o &#8211; MT<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Justi\u00e7a do Trabalho em Mato Grosso julgou acertada a dispensa por justa causa aplicada por uma transportadora a seu ex-contador acusado de ass\u00e9dio sexual por tr\u00eas colegas de trabalho. 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