{"id":15763,"date":"2024-02-22T07:47:47","date_gmt":"2024-02-22T10:47:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.calabriabr.com.br\/?p=15763"},"modified":"2024-02-22T07:47:47","modified_gmt":"2024-02-22T10:47:47","slug":"na-comunhao-parcial-imovel-comprado-com-recursos-de-apenas-um-dos-conjuges-tambem-integra-partilha-superior-tribunal-de-justica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/calabriabr.com.br\/en\/na-comunhao-parcial-imovel-comprado-com-recursos-de-apenas-um-dos-conjuges-tambem-integra-partilha-superior-tribunal-de-justica\/","title":{"rendered":"Na comunh\u00e3o parcial, im\u00f3vel comprado com recursos de apenas um dos c\u00f4njuges tamb\u00e9m integra partilha (Superior Tribunal de Justi\u00e7a)."},"content":{"rendered":"<div class=\"conteudo_detalhe container\">\n<div id=\"pstj_tabContCentro\" class=\"row\">\n<div id=\"pstj_elContRightMenu\" class=\"col-lg-10\" data-anchor=\"conteudo\">\n<div class=\"bloco_conteudo\">\n<div id=\"pstj_blocoConteudoCentral\" class=\"row bloco_conteudo_noticias\">\n<div class=\"bloco_esq col-lg-8\">\n<div id=\"corpoDaNoticiaBox\" class=\"conteudo_texto\">\n<div id=\"ctl00_PlaceHolderMain_ctl06__ControlWrapper_RichHtmlField\" class=\"ms-rtestate-field\" aria-labelledby=\"ctl00_PlaceHolderMain_ctl06_label\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\u200bA Terceira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) reafirmou o entendimento de que o im\u00f3vel adquirido de forma onerosa durante casamento sob o regime da comunh\u00e3o parcial de bens deve integrar a partilha ap\u00f3s o div\u00f3rcio, mesmo que o bem tenha sido comprado com recursos exclusivos de um dos c\u00f4njuges.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Apesar de o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2002\/l10406.htm#art1659\">inciso VI do artigo 1.659 do C\u00f3digo Civil (CC)<\/a>\u00a0estabelecer que devem ser exclu\u00eddos da comunh\u00e3o os proventos do trabalho pessoal de cada c\u00f4njuge, a incomunicabilidade prevista nesse dispositivo legal atinge apenas o direito ao recebimento dos proventos em si. Por\u00e9m, os bens adquiridos mediante o recebimento desses proventos ser\u00e3o comunic\u00e1veis&#8221;, afirmou o relator, ministro Marco Aur\u00e9lio Bellizze.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s se divorciar de seu marido, uma mulher ajuizou uma a\u00e7\u00e3o para requerer a abertura de invent\u00e1rio dos bens adquiridos na const\u00e2ncia do casamento, com a respectiva divis\u00e3o igualit\u00e1ria. Reconhecida a partilha pelo ju\u00edzo de primeiro grau, o marido apelou ao Tribunal de Justi\u00e7a do Rio de Janeiro (TJRJ), o qual excluiu um dos im\u00f3veis da partilha sob o fundamento de que a sua aquisi\u00e7\u00e3o ocorreu com uso de recursos depositados na conta corrente do homem, provenientes exclusivamente do trabalho dele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o tr\u00e2nsito em julgado do processo, a mulher ajuizou\u00a0<span class=\"termo-glossario\" data-match=\"a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria\" data-termo=\"A\u00e7\u00e3o Rescis\u00f3ria\" data-significado=\"Prevista no art. 966 do CPC, a\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma para desconstituir decis\u00e3o judicial transitada em julgado e, possivelmente, provocar novo julgamento da causa.\">a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria<\/span>\u00a0ao argumento de que o tribunal fluminense, ao n\u00e3o reconhecer o direito da autora \u00e0 mea\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel do casal, teria violado o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2002\/l10406.htm#art2039\">artigo 2.039 do C\u00f3digo<\/a>\u00a0Civil. O TJRJ julgou improcedente a\u00a0<span class=\"termo-intermed\" data-match=\"a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria\">a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria<\/span>.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Aquisi\u00e7\u00e3o feita durante o casamento \u00e9 presumida como resultado do esfor\u00e7o comum do casal<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ministro Marco Aur\u00e9lio Bellizze observou que, no regime da comunh\u00e3o parcial, os bens adquiridos onerosamente na const\u00e2ncia do casamento se comunicam, pois a lei presume que a sua aquisi\u00e7\u00e3o \u00e9 resultado do esfor\u00e7o comum do casal, tanto que estabelece essa regra mesmo quando o bem estiver em nome de apenas um dos c\u00f4njuges.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bellizze ponderou que, se assim n\u00e3o fosse, o c\u00f4njuge que n\u00e3o trabalha, por exemplo, para cuidar dos filhos e do lar, n\u00e3o teria direito a nenhum patrim\u00f4nio adquirido onerosamente na const\u00e2ncia do casamento, o que seria um completo desvirtuamento do regime da comunh\u00e3o parcial de bens.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Citando precedentes da Terceira Turma, o ministro apontou que, na comunh\u00e3o parcial, os bens adquiridos onerosamente na const\u00e2ncia da uni\u00e3o sempre s\u00e3o presumidos como resultado do esfor\u00e7o comum do casal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Isso significa dizer, de um lado, que n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria a comprova\u00e7\u00e3o de que houve colabora\u00e7\u00e3o de ambos os conviventes na aquisi\u00e7\u00e3o onerosa de patrim\u00f4nio no curso da uni\u00e3o, e, de outro lado, que se mostra juridicamente in\u00f3cua e despicienda a comprova\u00e7\u00e3o de que houve aporte financeiro de apenas um dos conviventes&#8221;, completou.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Escritura do im\u00f3vel foi lavrada em nome do casal<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O relator tamb\u00e9m ressaltou que a escritura p\u00fablica de compra e venda do im\u00f3vel est\u00e1 registrada em nome da mulher e do homem, n\u00e3o tendo havido qualquer declara\u00e7\u00e3o de nulidade pelo TJRJ sobre esse tema. &#8220;Mesmo que n\u00e3o integrasse o patrim\u00f4nio comum, 50% do bem j\u00e1 pertenceria a cada consorte, sendo, por conseguinte, impens\u00e1vel sua exclus\u00e3o da partilha, pois, no momento em que as partes compareceram em cart\u00f3rio e firmaram a escritura de compra e venda em nome dos dois, concordaram que o bem pertenceria a ambos&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por fim, o ministro ponderou que, antes do casamento, as partes j\u00e1 viviam em uni\u00e3o est\u00e1vel reconhecida judicialmente, sendo que, nesse per\u00edodo, os ent\u00e3o conviventes adquiriram um apartamento no mesmo edif\u00edcio do im\u00f3vel discutido na hip\u00f3tese dos autos, igualmente em nome de ambos, que foi regularmente partilhado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Caso prevale\u00e7a o\u00a0<span class=\"termo-glossario\" data-match=\"ac\u00f3rd\u00e3o\" data-termo=\"Ac\u00f3rd\u00e3o\" data-significado=\"Ac\u00f3rd\u00e3o \u00e9 a decis\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o colegiado de um tribunal. No caso do STJ, pode ser das turmas, se\u00e7\u00f5es ou da Corte Especial.\">ac\u00f3rd\u00e3o<\/span>\u00a0recorrido, o im\u00f3vel adquirido onerosamente e registrado em nome de ambos na const\u00e2ncia da uni\u00e3o est\u00e1vel seria partilh\u00e1vel; enquanto o outro im\u00f3vel, adquirido nas mesmas circunst\u00e2ncias (de forma onerosa e em nome de ambos), seria exclusivamente do recorrido apenas pelo fato de que, nesse momento, as partes j\u00e1 estavam casadas. Tal situa\u00e7\u00e3o, de extrema perplexidade, n\u00e3o se revela nem um pouco razo\u00e1vel, pois o casamento n\u00e3o tem o cond\u00e3o de suprimir direitos da esposa&#8221;, concluiu ao dar\u00a0<span class=\"termo-glossario\" data-match=\"provimento\" data-termo=\"Provimento\" data-significado=\"Ato de prover. Dar provimento a recurso significa acolher o pedido para reformar ou anular decis\u00e3o judicial anterior. No direito administrativo, \u00e9 o ato de preencher vaga no servi\u00e7o p\u00fablico.\">provimento<\/span>\u00a0ao recurso para determinar a partilha do im\u00f3vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O n\u00famero deste processo n\u00e3o \u00e9 divulgado em raz\u00e3o de segredo judicial.<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"glossario-acessib esconder-acessib\" style=\"text-align: justify;\">Saiba o significado de termos publicados nesta not\u00edcia:<\/p>\n<ul class=\"termos-acessib\">\n<li>1\u00ba termo &#8211; A\u00e7\u00e3o Rescis\u00f3ria:\u00a0Prevista no art. 966 do CPC, a\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma para desconstituir decis\u00e3o judicial transitada em julgado e, possivelmente, provocar novo julgamento da causa.<\/li>\n<li>2\u00ba termo &#8211; Ac\u00f3rd\u00e3o:\u00a0Ac\u00f3rd\u00e3o \u00e9 a decis\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o colegiado de um tribunal. No caso do STJ, pode ser das turmas, se\u00e7\u00f5es ou da Corte Especial.<\/li>\n<li>3\u00ba termo &#8211; Provimento:\u00a0Ato de prover. Dar provimento a recurso significa acolher o pedido para reformar ou anular decis\u00e3o judicial anterior. No direito administrativo, \u00e9 o ato de preencher vaga no servi\u00e7o p\u00fablico.<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"container text-center atualizacao-div\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"m-3\"><span class=\"atualizacao\">Unidade respons\u00e1vel:<\/span>\u00a0Secretaria de Comunica\u00e7\u00e3o Social<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u200bA Terceira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) reafirmou o entendimento de que o im\u00f3vel adquirido de forma onerosa durante casamento sob o regime da comunh\u00e3o parcial de bens deve integrar a partilha ap\u00f3s o div\u00f3rcio, mesmo que o bem tenha sido comprado com recursos exclusivos de um dos c\u00f4njuges. &#8220;Apesar de o\u00a0inciso VI [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"footnotes":""},"categories":[21],"tags":[],"class_list":["post-15763","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-familia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/calabriabr.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15763","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/calabriabr.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/calabriabr.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/calabriabr.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/calabriabr.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15763"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/calabriabr.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15763\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/calabriabr.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15763"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/calabriabr.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15763"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/calabriabr.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15763"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}