{"id":15113,"date":"2024-01-16T07:29:34","date_gmt":"2024-01-16T10:29:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.calabriabr.com.br\/?p=15113"},"modified":"2024-01-16T07:29:34","modified_gmt":"2024-01-16T10:29:34","slug":"pedreiro-que-se-recuperou-de-doenca-ocupacional-perde-direito-a-pensao-paga-pela-empresa-tribunal-regional-do-trabalho-da-4a-regiao-rs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/calabriabr.com.br\/en\/pedreiro-que-se-recuperou-de-doenca-ocupacional-perde-direito-a-pensao-paga-pela-empresa-tribunal-regional-do-trabalho-da-4a-regiao-rs\/","title":{"rendered":"Pedreiro que se recuperou de doen\u00e7a ocupacional perde direito a pens\u00e3o paga pela empresa (Tribunal Regional do Trabalho da 4\u00aa Regi\u00e3o &#8211; RS)."},"content":{"rendered":"<div id=\"id3\" class=\"conteudo-noticia\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Um pedreiro que se recuperou de doen\u00e7a ocupacional perdeu o direito \u00e0 pens\u00e3o que recebia mensalmente da empresa. A decis\u00e3o \u00e9 da 2\u00aa Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 4\u00aa Regi\u00e3o (RS) ao julgar recurso em a\u00e7\u00e3o revisional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em janeiro de 2018, o trabalhador havia ingressado com a\u00e7\u00e3o na Justi\u00e7a do Trabalho pedindo indeniza\u00e7\u00e3o em raz\u00e3o de doen\u00e7a na coluna agravada pela atividade laboral que exercia. Em primeiro e segundo graus, a empresa foi condenada a pagar pens\u00e3o mensal de 6,25% da sua \u00faltima remunera\u00e7\u00e3o, mesmo percentual da perda da capacidade laborativa, enquanto durasse a incapacidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em dezembro de 2021, a empresa ingressou com a\u00e7\u00e3o para revisar o pagamento da pens\u00e3o. Uma nova per\u00edcia foi realizada e foi constatado que o trabalhador n\u00e3o possu\u00eda mais a restri\u00e7\u00e3o funcional e laboral. A empresa, ainda, juntou fotos do pedreiro procurando emprego na mesma atividade que exercia. J\u00e1 a defesa do trabalhador argumentou que a doen\u00e7a era incur\u00e1vel e, por isso, o pensionamento n\u00e3o poderia ser cessado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na senten\u00e7a, a ju\u00edza Juliana Oliveira, da 3\u00aa Vara do Trabalho de Santa Cruz do Sul, acolheu pedido da empresa e determinou que o pensionamento fosse cessado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA\u00a0 impugna\u00e7\u00e3o\u00a0 do\u00a0 demandado,\u00a0 sustentando\u00a0 que\u00a0 a\u00a0 doen\u00e7a\u00a0 \u00e9 incur\u00e1vel e, portanto, o pensionamento n\u00e3o pode ser cessado, afronta a coisa julgada material, a qual reconhece a transitoriedade da patologia\u201d, diz um trecho da decis\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O trabalhador recorreu ao TRT-4. A 2\u00aa Turma negou provimento ao recurso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c\u00c9 poss\u00edvel afirmar, com certa seguran\u00e7a, que houve a efetiva recupera\u00e7\u00e3o da capacidade laborativa do ora r\u00e9u. Aqui, h\u00e1 que se diferenciar a efetiva cura da doen\u00e7a, o que pode n\u00e3o ter ocorrido, do fim do quadro sintom\u00e1tico capaz de interferir na capacidade de trabalho, diferencia\u00e7\u00e3o que \u00e9 feita em respeito aos termos da decis\u00e3o revisanda\u201d, disse em seu voto o relator, desembargador Alexandre Corr\u00eaa da Cruz, seguido pelos demais julgadores, desembargadores T\u00e2nia Regina Silva Reckziegel e Mar\u00e7al Henri dos Santos Figueiredo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O autor j\u00e1 recorreu ao Tribunal Superior do Trabalho.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"fonte-noticia\" style=\"text-align: justify;\">Eduardo Matos (Secom\/TRT4).<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Tribunal Regional do Trabalho da 4\u00aa Regi\u00e3o &#8211; RS<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um pedreiro que se recuperou de doen\u00e7a ocupacional perdeu o direito \u00e0 pens\u00e3o que recebia mensalmente da empresa. 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