{"id":15044,"date":"2024-01-10T09:01:50","date_gmt":"2024-01-10T12:01:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.calabriabr.com.br\/?p=15044"},"modified":"2024-01-10T09:01:50","modified_gmt":"2024-01-10T12:01:50","slug":"plano-de-saude-coletivo-e-regido-pelas-clausulas-do-contrato-e-nao-pelos-indices-aprovados-pela-ans-tribunal-regional-federal-da-1a-regiao-df-e-outros-estados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/calabriabr.com.br\/en\/plano-de-saude-coletivo-e-regido-pelas-clausulas-do-contrato-e-nao-pelos-indices-aprovados-pela-ans-tribunal-regional-federal-da-1a-regiao-df-e-outros-estados\/","title":{"rendered":"Plano de sa\u00fade coletivo \u00e9 regido pelas cl\u00e1usulas do contrato e n\u00e3o pelos \u00edndices aprovados pela ANS (Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o \u2013 DF e outros Estados)."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A 10\u00aa Turma do Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o (TRF1) negou o pedido do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia que solicitava a aplica\u00e7\u00e3o percentual de 13,57% como reajuste do plano de sa\u00fade coletivo nos termos previstos pela Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar (ANS). O conselho alegou que o reajuste no plano de sa\u00fade coletivo foi abusivo e exorbitante, al\u00e9m de ter sido estabelecido sem aviso pr\u00e9vio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao analisar o caso, o relator, desembargador federal Rafael Paulo Soares Pinto, observou que a parte autora n\u00e3o questionou sobre erro na metodologia utilizada para aferi\u00e7\u00e3o do \u00edndice de atualiza\u00e7\u00e3o aplicado ao contrato em discuss\u00e3o, a argumenta\u00e7\u00e3o do conselho se baseou exclusivamente no argumento referente \u00e0 suposta onerosidade do \u00edndice, tendo extrapolado o percentual de 13,57%, previsto pela ANS nos planos individuais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre o reajuste, o magistrado explicou que os planos de sa\u00fade coletivos s\u00e3o feitos com base na livre negocia\u00e7\u00e3o entre as partes contratantes, sendo responsabilidade da ANS apenas monitorar esses \u00edndices e n\u00e3o o de definir um \u00edndice como teto. Al\u00e9m disso, o contrato realizado entre as partes tinha cl\u00e1usulas que previam que o valor mensal do benef\u00edcio poderia sofrer reajustes legais e contratuais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Consta, ainda, que por se tratar de planos coletivos, a aplica\u00e7\u00e3o dos \u00edndices aprovados pela ANS \u00e9 restrita aos contratos individuais. Desse modo, o plano de sa\u00fade coletivo \u00e9 regido pelas cl\u00e1usulas do contrato firmado entre as partes, e o valor da mensalidade \u00e9 estabelecido por meio de par\u00e2metros do grupo atendido pelos servi\u00e7os, cabendo reajustes tanto pela mudan\u00e7a de faixa et\u00e1ria quanto pela sinistralidade do contrato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante disso, a Turma, por unanimidade, negou provimento \u00e0 apela\u00e7\u00e3o nos termos do voto do relator.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Processo: 0000721-91.2017.4.01.3200<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Data de julgamento: 30\/10\/2023<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">TA\/JL<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o Social<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte \u2013 Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o \u2013 DF, MG, GO, TO, MT, BA, PI, MA, PA, AM, AC, RR, RO e AP.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 10\u00aa Turma do Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o (TRF1) negou o pedido do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia que solicitava a aplica\u00e7\u00e3o percentual de 13,57% como reajuste do plano de sa\u00fade coletivo nos termos previstos pela Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar (ANS). 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