{"id":14605,"date":"2023-11-28T08:05:07","date_gmt":"2023-11-28T11:05:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.calabriabr.com.br\/?p=14605"},"modified":"2023-11-28T08:05:07","modified_gmt":"2023-11-28T11:05:07","slug":"assistente-financeira-e-office-boy-sao-condenados-por-desvios-financeiros-em-empresa-de-terraplenagem-tribunal-regional-do-trabalho-da-3a-regiao-mg","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/calabriabr.com.br\/en\/assistente-financeira-e-office-boy-sao-condenados-por-desvios-financeiros-em-empresa-de-terraplenagem-tribunal-regional-do-trabalho-da-3a-regiao-mg\/","title":{"rendered":"Assistente financeira e office-boy s\u00e3o condenados por desvios financeiros em empresa de terraplenagem (Tribunal Regional do Trabalho da 3\u00aa Regi\u00e3o &#8211; MG)."},"content":{"rendered":"<div id=\"content-core\">\n<div id=\"parent-fieldname-text\" class=\"\">\n<p style=\"text-align: justify;\">A Justi\u00e7a do Trabalho condenou dois ex-empregados de uma empresa de terraplenagem e loca\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas, sediada em Contagem, a pagarem indeniza\u00e7\u00e3o por dano patrimonial \u00e0 empresa, no valor aproximado de R$ 206 mil. Conversas gravadas e extratos banc\u00e1rios provaram que eles, em conluio, desviaram e se apropriaram indevidamente de recursos financeiros da empresa. A condena\u00e7\u00e3o dos r\u00e9us se deu de forma solid\u00e1ria, em senten\u00e7a da ju\u00edza Fernanda Radicchi Madeira, no per\u00edodo em que atuou na 4\u00aa Vara do Trabalho de Contagem\/MG.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os ex-empregados atuavam em opera\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias na empresa e eram respons\u00e1veis pelo pagamento de boletos. Um exercia a fun\u00e7\u00e3o de office-boy e a outra era assistente financeira. Esta selecionava os boletos banc\u00e1rios a serem pagos numa determinada data e solicitava a emiss\u00e3o do cheque no valor total para pagamento, assinado pelo representante legal da empresa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Posteriormente, a empregada modificava as formas de pagamento de alguns d\u00e9bitos, solicitando prorroga\u00e7\u00f5es ou transfer\u00eancias banc\u00e1rias. Em colabora\u00e7\u00e3o com o office-boy, indicava quais boletos n\u00e3o deveriam ser pagos na ag\u00eancia e o valor restante era dividido entre os ex-empregados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A empresa descobriu a fraude ap\u00f3s ser informada de opera\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias suspeitas realizadas pelo office-boy. Os valores dos cheques emitidos, nominalmente ao r\u00e9u, eram superiores ao valor total dos boletos, permitindo que o empregado solicitasse a retirada do valor excedente em esp\u00e9cie ou transfer\u00eancia para contas indicadas por ele. A investiga\u00e7\u00e3o interna da empresa revelou que os desvios atingiram a soma de R$ 206.651,73.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em encontro com o s\u00f3cio-administrador da empresa, a assistente financeira confessou os desvios, e a conversa foi gravada com sua ci\u00eancia. Na grava\u00e7\u00e3o, ela admitiu a apropria\u00e7\u00e3o dos valores e a divis\u00e3o com o office-boy, seja em dinheiro ou por dep\u00f3sito banc\u00e1rio. \u201c<em>A grava\u00e7\u00e3o \u00e9 clara no sentido de que a 2\u00aa r\u00e9 assumiu todos os desvios praticados, apesar de n\u00e3o saber mensur\u00e1-los\u201d<\/em>, ressaltou a magistrada na senten\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ju\u00edza sentenciante considerou a grava\u00e7\u00e3o e a prova documental suficientes para confirmar a conduta irregular dos ex-empregados. Os extratos banc\u00e1rios evidenciaram movimenta\u00e7\u00f5es incompat\u00edveis com os sal\u00e1rios recebidos, inclusive com dep\u00f3sitos recorrentes e de valores significativos. Em um \u00fanico dia foi depositado na conta do office-boy mais de R$ 20 mil. Os r\u00e9us tamb\u00e9m adquiriram ve\u00edculos al\u00e9m de suas remunera\u00e7\u00f5es mensais. Apesar disso, reconheceram que, no per\u00edodo em que eram empregados da empresa, recebiam em suas contas banc\u00e1rias apenas os valores dos sal\u00e1rios que lhes eram pagos, o que tamb\u00e9m foi confirmado pelas declara\u00e7\u00f5es de imposto de renda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>Diante desse contexto, concluo que a prova produzida nos autos \u00e9 robusta o suficiente para comprovar que os r\u00e9us, em conjunto, apropriaram-se de recursos da parte autora, valendo-se, para tanto, das respectivas fun\u00e7\u00f5es exercidas na empresa, causando preju\u00edzo e dano material \u00e0 ex-empregadora\u201d<\/em>, destacou a senten\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A decis\u00e3o condenat\u00f3ria fixou a indeniza\u00e7\u00e3o por danos patrimoniais a ser paga pelos ex-empregados \u00e0 empresa em R$ 206.651,17. Para tanto, foi considerada planilha apresentada pela empresa com a identifica\u00e7\u00e3o dos dep\u00f3sitos efetuados nas contas dos r\u00e9us, mas com respeito ao limite do pedido inicial. A falta de alguns registros nas contas banc\u00e1rias, tendo em vista que alguns dos valores desviados eram sacados em dinheiro, impossibilitou a apura\u00e7\u00e3o completa dos preju\u00edzos causados pela a\u00e7\u00e3o dos r\u00e9us.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em grau de recurso, os julgadores da Nona Turma do TRT-MG mantiveram integralmente a senten\u00e7a. Atualmente, o processo est\u00e1 na fase de execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"viewlet-below-content-body\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"visualClear\"><\/div>\n<div><\/div>\n<div class=\"documentActions\">SE\u00c7\u00c3O DE IMPRENSA<a title=\"Abre em nova janela\" href=\"mailto:imprensa@trt3.jus.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">imprensa [arroba] trt3.jus.br<\/a><\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Tribunal Regional do Trabalho da 3\u00aa Regi\u00e3o &#8211; MG<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Justi\u00e7a do Trabalho condenou dois ex-empregados de uma empresa de terraplenagem e loca\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas, sediada em Contagem, a pagarem indeniza\u00e7\u00e3o por dano patrimonial \u00e0 empresa, no valor aproximado de R$ 206 mil. 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