{"id":14120,"date":"2023-10-16T09:38:10","date_gmt":"2023-10-16T12:38:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.calabriabr.com.br\/?p=14120"},"modified":"2023-10-16T09:38:10","modified_gmt":"2023-10-16T12:38:10","slug":"contrato-de-parceria-com-empresa-de-patinetes-afasta-responsabilidade-de-plataforma-digital-tribunal-superior-do-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/calabriabr.com.br\/en\/contrato-de-parceria-com-empresa-de-patinetes-afasta-responsabilidade-de-plataforma-digital-tribunal-superior-do-trabalho\/","title":{"rendered":"Contrato de parceria com empresa de patinetes afasta responsabilidade de plataforma digital (Tribunal Superior do Trabalho)."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Para a 4\u00aa Turma, o contrato entre a Grin e a Rappi n\u00e3o era de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Rappi Brasil Intermedia\u00e7\u00e3o de Neg\u00f3cios Ltda., com sede em S\u00e3o Paulo (SP), n\u00e3o pode ser responsabilizada subsidiariamente pelos encargos trabalhistas devidos a um mec\u00e2nico que fazia a manuten\u00e7\u00e3o de patinetes el\u00e9tricos da Grin Mobilidade oferecidos pela plataforma digital. Para a maioria da Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho, o contrato firmado foi de parceria, e n\u00e3o de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Dispensa<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mec\u00e2nico foi dispensado em 3\/6\/2020, mas n\u00e3o recebeu as verbas rescis\u00f3rias. Por isso, ajuizou a a\u00e7\u00e3o contra as duas empresas, argumentando que, embora contratado pela Grin, sempre havia trabalhado em benef\u00edcio da Rappi.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Situa\u00e7\u00e3o delicada<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Grin confirmou que n\u00e3o pagara as verbas devidas, porque estaria em \u201cdelicada situa\u00e7\u00e3o financeira\u201d em raz\u00e3o da pandemia da covid-19.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Tecnologia intermediadora<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por sua vez, a Rappi sustentou que \u00e9 uma empresa de tecnologia intermediadora, que explora uma plataforma tecnol\u00f3gica para permitir aos seus usu\u00e1rios a oferta e a procura de bens e servi\u00e7os. A Grin, por sua vez, seria a empresa especializada em servi\u00e7os de mobilidade urbana que utilizaria a plataforma da Rappi para aluguel de bicicletas e patinetes.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Terceiriza\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ju\u00edzo da 75\u00aa Vara do Trabalho de S\u00e3o Paulo condenou a Grin e, subsidiariamente, a Rappi ao pagamento das parcelas devidas ao mec\u00e2nico. A senten\u00e7a foi confirmada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2\u00aa Regi\u00e3o (SP), que considerou que a Rappi era tomadora dos servi\u00e7os prestados pela Grin e, portanto, a rela\u00e7\u00e3o era de terceiriza\u00e7\u00e3o da manuten\u00e7\u00e3o de patinetes.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Transfer\u00eancia de tarefas<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">O relator do recurso de revista da Rappi, ministro Alexandre Ramos, explicou que a terceiriza\u00e7\u00e3o &#8211; e, consequentemente, a responsabilidade subsidi\u00e1ria do tomador de servi\u00e7os &#8211; pressup\u00f5e a atomiza\u00e7\u00e3o da cadeia produtiva e a transfer\u00eancia de tarefas para outra empresa intermediadora e fornecedora de m\u00e3o de obra.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Din\u00e2mica do mercado<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo ele, n\u00e3o se enquadram nessa hip\u00f3tese v\u00e1rias rela\u00e7\u00f5es mercantis que, na din\u00e2mica moderna de mercado, s\u00e3o estabelecidas entre empresas para distribui\u00e7\u00e3o ou fornecimento de bens e servi\u00e7os, como nos casos de revenda de produtos e contratos de fac\u00e7\u00e3o ou de franquia.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Parceria<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso, com base nas informa\u00e7\u00f5es da decis\u00e3o do TRT, o relator concluiu que houve, na verdade, um contrato de parceria, pelo qual uma empresa oferecia a loca\u00e7\u00e3o de seus patinetes el\u00e9tricos na plataforma digital da outra, e n\u00e3o de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os com fornecimento de m\u00e3o de obra. A rela\u00e7\u00e3o, portanto, era estritamente comercial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ficou vencida a ministra Maria Cristina Peduzzi, para quem os fatos registrados pelo TRT caracterizavam a terceiriza\u00e7\u00e3o, e a revis\u00e3o dessa premissa exigiria o reexame de fatos e provas, vedado em recurso de revista (S\u00famula 126 do TST). A ministra apontou, ainda, quest\u00f5es processuais que, a seu ver, impediriam o exame do recurso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(Lourdes Tavares\/CF)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Processo:\u00a0<a href=\"https:\/\/consultaprocessual.tst.jus.br\/consultaProcessual\/consultaTstNumUnica.do;jsessionid=kLQ7LqHfcO31l6HRchkSpdZasqXli2Y1q4UYNDqe.consultaprocessual-25-nnflf?conscsjt=&amp;numeroTst=1000832&amp;digitoTst=08&amp;anoTst=2020&amp;orgaoTst=5&amp;tribunalTst=02&amp;varaTst=0075&amp;consulta=Consultar\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-senna-off=\"true\">RR-1000832-08.2020.5.02.0075\u00a0<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Esta mat\u00e9ria \u00e9 meramente informativa.<br \/>\nPermitida a reprodu\u00e7\u00e3o mediante cita\u00e7\u00e3o da fonte.<br \/>\nSecretaria de Comunica\u00e7\u00e3o Social<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.tst.jus.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-senna-off=\"true\">Tribunal Superior do Trabalho<\/a><br \/>\nTel. (61) 3043-4907<br \/>\n<a href=\"mailto:secom@tst.jus.br\" target=\"\" rel=\"noopener noreferrer\" data-senna-off=\"true\">secom@tst.jus.br<\/a><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para a 4\u00aa Turma, o contrato entre a Grin e a Rappi n\u00e3o era de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os. 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