{"id":12133,"date":"2023-05-22T09:53:34","date_gmt":"2023-05-22T12:53:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.calabriabr.com.br\/?p=12133"},"modified":"2023-05-22T09:53:34","modified_gmt":"2023-05-22T12:53:34","slug":"7a-turma-nao-reconhece-vinculo-de-emprego-entre-taxista-que-pagava-diarias-e-a-proprietaria-do-veiculo-tribunal-regional-do-trabalho-da-4a-regiao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/calabriabr.com.br\/en\/7a-turma-nao-reconhece-vinculo-de-emprego-entre-taxista-que-pagava-diarias-e-a-proprietaria-do-veiculo-tribunal-regional-do-trabalho-da-4a-regiao\/","title":{"rendered":"7\u00aa Turma n\u00e3o reconhece v\u00ednculo de emprego entre taxista que pagava di\u00e1rias e a propriet\u00e1ria do ve\u00edculo (Tribunal Regional do Trabalho da 4\u00aa Regi\u00e3o)"},"content":{"rendered":"<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">A 7\u00aa Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 4\u00aa Regi\u00e3o (RS) n\u00e3o reconheceu o v\u00ednculo de emprego entre um taxista e a propriet\u00e1ria do ve\u00edculo. O motorista permanecia 24h com o ve\u00edculo e trabalhava em troca de 30% do valor recebido diariamente pelas corridas. A decis\u00e3o un\u00e2nime confirmou a senten\u00e7a da ju\u00edza Veridiana Ullmann de Campos, da Vara do Trabalho de Iju\u00ed.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">A decis\u00e3o do primeiro grau destacou que o motorista, em seu pr\u00f3prio depoimento, confirmou\u00a0que n\u00e3o tinha hor\u00e1rio fixo de trabalho e que, por receber comiss\u00e3o, ele mesmo decidia at\u00e9 que hora iria dirigir. Al\u00e9m disso, observou que as provas testemunhais confirmaram a aus\u00eancia de controle de hor\u00e1rio e a exist\u00eancia de um acordo de repasse de valores.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Para a ju\u00edza Veridiana, as provas convenceram o ju\u00edzo quanto \u00e0s caracter\u00edsticas de uma rela\u00e7\u00e3o de trabalho aut\u00f4noma entre as partes.\u00a0\u201cResta claro nos autos, a inexist\u00eancia de qualquer exig\u00eancia de subordina\u00e7\u00e3o. No mesmo sentido, n\u00e3o h\u00e1 qualquer prova de que o autor tivesse controle de hor\u00e1rio ou sofresse puni\u00e7\u00f5es, inclusive em caso de n\u00e3o comparecimento, at\u00e9 porque mencionou o obreiro a liberdade para decidir at\u00e9 o hor\u00e1rio de trabalho\u201d, afirmou a magistrada.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">O motorista recorreu ao Tribunal para reformar a decis\u00e3o, mas n\u00e3o obteve \u00eaxito. O relator do ac\u00f3rd\u00e3o, desembargador Jo\u00e3o Pedro Silvestrin, considerou inexistentes os requisitos necess\u00e1rios \u00e0 configura\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o de emprego, de que tratam os artigos 2\u00ba e 3\u00ba da CLT.\u00a0 \u201cA prova produzida evidencia a esp\u00e9cie de um aluguel do t\u00e1xi, em que o reclamante detinha autonomia no trabalho, permanecendo com o ve\u00edculo em sua posse (24 horas por dia), com o encargo de apenas pagar o valor contratado, nos moldes de loca\u00e7\u00e3o, ainda que n\u00e3o formalizada, favorecendo a tese defensiva, de inexist\u00eancia de v\u00ednculo de emprego\u201d, destacou o relator.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Participaram do julgamento os desembargadores Em\u00edlio Papal\u00e9o Zin e Wilson Carvalho Dias. N\u00e3o houve recurso da decis\u00e3o.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\n<p dir=\"ltr\">Fonte &#8211; Tribunal Regional do Trabalho da 4\u00aa Regi\u00e3o<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 7\u00aa Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 4\u00aa Regi\u00e3o (RS) n\u00e3o reconheceu o v\u00ednculo de emprego entre um taxista e a propriet\u00e1ria do ve\u00edculo. O motorista permanecia 24h com o ve\u00edculo e trabalhava em troca de 30% do valor recebido diariamente pelas corridas. 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